AVALIAÇÃO DO TEMA GERADOR SOLOS COMO PROPOSTA INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE QUÍMICA

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v9i2.11874

Palavras-chave:

Educação Básica, dialética, tema gerador

Resumo

A interdisciplinaridade na Educação Básica reflete uma necessidade de tornar o conhecimento mais integrativo no ambiente escolar, sendo imprescindível diálogo cada vez mais amplo entre as disciplinas nesse processo. A presente pesquisa se fundamenta nas frentes teóricas de Vygotsky e de Freire, a partir de uma relação dialética, com o objetivo de analisar as percepções e potencialidades do desenvolvimento de uma prática metodológica interdisciplinar, por meio da realização do grupo focal, envolvendo as disciplinas de Geografia e Química, a partir do tema gerador “solos”, com a turma da 1ª série do Ensino Médio de uma escola da rede pública estadual, no município de Nova Venécia (ES).  Em relação à abordagem, trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo participante, e os dados coletados durante as discussões do grupo focal passaram por processo de categorização para fins de análise do conteúdo. A análise das categorias identificou a necessidade de levar para o aluno metodologias que protagonizem as aprendizagens deles, contribuindo para a formação de sujeitos críticos e reflexivos. Por fim, verificou-se que ao utilizar o tema gerador mencionado, numa perspectiva interdisciplinar, foi possível identificar outras vias oportunas ao aprendizado de Química.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.generic.paperbuzz.metrics##

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Mayki Jardim Sivico, Universidade Federal do Espírito Santo

Graduado em Licenciatura em Química , pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), no Centro Universitário Norte do Espírito Santo - CEUNES (Campus São Mateus). Durante a graduação participou do Programa institucional de Bolsas de Iniciação à Docência(PIBID), desenvolvendo atividades e propostas metodológicas focadas no Ensino de Química na Educação Básica. Ainda na graduação, participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (PIBICjr), na área de Química Orgânica, intitulado : "Análise da estabilidade oxidativa de biodiesel produzido a partir de blendas de blendas de óleo de fritura com sebo bovino", uma parceria entre UFES e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). Possui contato com as seguintes temáticas voltadas para o Ensino de Química : Experimentação, CTS/CTSA , interdisciplinaridade , Produção de artefatos pedagógicos no Ensino de Química. Atualmente é professor de Química da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo, e mestrando no programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPGEEB), UFES- campus São Mateus/ES, na qual pesquisa e discute práticas interdisciplinares no Ensino de Química, por meio da utilização de temas geradores.

Ana Nery Furlan Mendes, Universidade Federal do Espírito Santo

Possui graduação em Química Industrial e Bacharelado em Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou o doutorado em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com período sanduíche na Universitat Autònoma de Barcelona, sobre a hidroformilação homogênea e bifásica de olefinas e ésteres graxos insaturados. Atualmente desenvolve trabalhos de docência e pesquisa na Universidade Federal do Espírito Santo (campus São Mateus). Membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica da UFES (PPGEEB). As principais áreas de atuação são: Uso de materiais bioadsorventes para tratamento do óleo de fritura, biodiesel e efluentes aquosos; Ensino de Química (desenvolvimento de materiais pedagógicos e metodologias diferenciadas; uso de metodologias ativas e formação de professores).

Referências

ABREU, R. G. de; LOPES, A. C. A interdisciplinaridade e o Ensino de Química: Uma leitura a partir das políticas do currículo. In: SANTOS, W. L. P.; MALDANER, O. A. (org.) Ensino de Química em foco. Ijuí, Unijuí, 2011.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo/SP: Martins Fontes, 1976.

BARROSO, M. C. S. et. al. Base Nacional Comum Curricular e as transformações na área das Ciências da Natureza e Tecnologias. Research, Society and Development, V.9, n.2, p. 1-13, dez. 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/338430283_Base_Nacional_Comum_Curricular_e_as_transformacoes_na_area_das_ciencias_da_natureza_e_tecnologias. Acesso em: 16 mar. 2021.

BONDIÁ, J. L. Notas sobre experiência e o saber escolar. Revista brasileira de Educação, n.19, p. 20-28. jan./ fev./ mar./ abr. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/n19/n19a02.pdf. Acesso em: 16 mar. 2021.

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação e Cultura, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/abril-2018-pdf/85121-bncc-ensino-medio/file. Acesso em: 01 mar. 2020.

BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nº 9.394/96, 20 de dezembro de 1996, Brasília, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em :01 mar. 2020.

CANTANHEDE, S. C. da S. et. al. Interdisciplinaridade: características e possibilidades para o ensino de Física e Química. REAMEC –Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática. Cuiabá, v. 9, n.1, p. 1-19, jan./abr. 2021. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/11243/7931. Acesso em: 04 de mar. 2021.

ESPÍRITO SANTO (Estado). SEDU (Secretaria da Educação). Ensino Médio: área das ciências da natureza/Secretaria de Educação. Currículo Básico Escola Estadual; v.02, Vitória: SEDU, 2009. Disponível em: https://sedu.es.gov.br/Media/sedu/pdf%20e%20Arquivos/Curr%C3%ADculo/SEDU_Curriculo_Basico_Escola_Estadual_(FINAL).pdf Acesso em: 06 fev. 2021.

FAZENDA, I. C. A.(Org) Interdisciplinaridade: pensar, pesquisar e intervir. São Paulo: Cortez, 2014.

FAZENDA, I. C. A. Formação do conceito de interdisciplinaridade. Palestra concedida no Senac Santana. Youtube. 2013. Disponível em : https://www.youtube.com/watch?v=Ix7XglAJ3TY&ab_channel=AndreaCury. Acesso em: 11 fev. 2021.

FAZENDA, I, C. A. Interdisciplinaridade-transdisciplinaridade: visões culturais e epistemológicas e as condições de produção. Interdisciplinaridade, v. 10, n. 2, p. 34- 42, out. 2012. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/interdisciplinaridade/article/view/16243. Acesso em: 16 mar. 2021.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade – Transdisciplinaridade: visões culturais e epistemológicas. In: FAZENDA, I. C. A (orgs). O que é interdisciplinaridade?. São Paulo/ SP: Cortez, 2008.

FAZENDA, I, C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas/ SP: Papirus,1994.

FAZENDA, I. C. A.; VARELA, A. M. R. S.; ALMEIDA, I. T. O. Interdisciplinaridade: tempo, espaços, proposições. e-Curriculum, São Paulo, v. 3, n. 11, p. 847-862, set./dez. 2013. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/14914/13295. Acesso em: 16 mar. 2021.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro/ RJ: Paz e terra,2017.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro/ RJ: Paz e terra, 2014.

GATTI, B. A. Grupo focal na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas. Brasília/DF: Liber, 2005.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6 ed. São Paulo/ SP: Atlas, 2008.

JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago editora LTDA, 1976.

JOSÉ, M. A. M. Interdisciplinaridade: as disciplinas e a interdisciplinaridade brasileira. In: FAZENDA, I. C. A (orgs). O que é interdisciplinaridade?. São Paulo/ SP: Cortez, 2008.

LUDKE, M. ; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: Abordagens Qualitativas. Rio de Janeiro/ RJ: EPU, 2014.

MANGINI, F. N. R.; MIOTO, R. C. I. A interdisciplinaridade na sua interface com o mundo. Revista Katálysis, v. 12, n. 2, p. 207-215, jul./dez. 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-49802009000200010. Acesso em: 16 mar. 2021.

MALDANER, O. A. et al. Currículo contextualizado na área de Ciências da Natureza e suas tecnologias. In: ZANON, L. B.; MALDANER, O. A. (Org.) Fundamentos e propostas de Ensino de Química para a Educação Básica no Brasil. Ijuí: Unijuí. 2007.

NUORA, P.; VALISAARI, J. Kitchen chemistry course for chemistry education students: influences on chemistry teaching and teacher education-a multiple case study. Chemistry Teacher Internacional, v. 2, n. 1, p. 1-10, jul. 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/334547192_Kitchen_chemistry_course_for_chemistry_education_students_influences_on_chemistry_teaching_and_teacher_education_-_a_multiple_case_study. Acesso em: 16 mar. 2021.

PAZINATO, V. L.; SOUZA, F. D.; REGIANI, A. M. A contextualização do Ensino de Química em artigos da revista Química Nova Na Escola. Scientia Naturalis, v. 1, n. 2, p. 27- 42. 2019. Disponível em : https://periodicos.ufac.br/index.php/SciNat/article/view/2491. Acesso em: 16 mar. 2021.

RAMOS, M. G.; MORAES, R. A avaliação em Química: Contribuição aos processos de mediação da aprendizagem e de melhoria do ensino. In: SANTOS, W.L.P.; MALDANER, O. A. (Org.). Ensino de Química em Foco. Ijuí: Unijuí, 2011.

SEVERINO, A. J. O conhecimento pedagógico e interdisciplinar: o saber como intencionalização da prática. In: FAZENDA, I. C. A. (Org). Didática e interdisciplinaridade. Campinas/ SP: Papirus, 1998.

SILVA, R. R. ; MACHADO,P. F. L. ; TUNES, E. Experimentar sem medo de errar. In: MALDANER, O. A.; SANTOS, W. L. P. (Org.). Ensino de Química em Foco. Ijuí: Unijuí, 2011.

TAVARES, D. E. A interdisciplinaridade na contemporaneidade - qual o sentido? In: FAZENDA, I. C. A (orgs). O que é interdisciplinaridade?. São Paulo/ SP: Cortez, 2008.

TOZONI-REIS, M. F. C. Temas ambientais como “temas geradores”: contribuições para uma metodologia educativa ambiental crítica, transformadora e emancipatória. Educar, n. 27, p. 93-110. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602006000100007. Acesso em: 04 de mar. 2021.

TRINDADE, D. F. Interdisciplinaridade: um novo olhar sobre as ciências. In: FAZENDA, I. C. A (orgs). O que é interdisciplinaridade?. São Paulo/ SP: Cortez, 2008.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7 ed. São Paulo/ SP: Martins Fontes, 2007.

VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução Paulo Bezerra, São Paulo/ SP: Martins Fontes, 2001.

VYGOTSKY, L. S. Manuscrito de 1929. Educação e Sociedade, v. 21, n. 71. p. 21-44, jul. 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302000000200002. Acesso em: 16 mar. 2021.

ZANON, L. B.; MALDANER, O. A. A química escolar na Inter-Relação com outros campos do saber. In: MALDANER, O. A.; SANTOS, W. L. P. (Org.). Ensino de Química em Foco. Ijuí: Unijuí, 2011.

Downloads

Publicado

2021-08-16

Como Citar

SIVICO, M. J. .; MENDES, A. N. F. AVALIAÇÃO DO TEMA GERADOR SOLOS COMO PROPOSTA INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE QUÍMICA. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, [S. l.], v. 9, n. 2, p. e21046, 2021. DOI: 10.26571/reamec.v9i2.11874. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/11874. Acesso em: 26 set. 2021.

Edição

Seção

Educação em Ciências