Sobre a Revista

A REBEH é editada pela Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) e, a partir de 2019, em parceria com o Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus/ICHS/UFMT) e o Núcleo de Estudos e Pesquisa Sobre a Organização da Mulher e Relações de Gênero (Nuepom), tendo por objetivo a publicação de artigos, entrevistas, documentos, resenhas, trabalhos artísticos, ensaios, relatos de experiência e dossiês temáticos, que contemplem os estudos sobre gênero, sexualidade, raça, etnia e diversidades que interseccionem os marcadores sociais da diferença e posições ao avesso da norma.

ISSN: 2595-3206

Notícias

Chamada para Dossiê Temático "Interseccionalizando em educação lutas sociais e direito à diferença"

2020-08-24

Dossiê Temático "˜Interseccionalizando em educação: lutas sociais e direito à diferença"

Ementa: O conceito de interseccionalidade só ganha forma e um nome no “trabalho de investigação da jurista feminista afro-americana Kimberlé W. Crenshaw” (Fernando POCAHY, 2011, p. 19) em 1989, apesar de presente nas discussões propostas pelas feministas negras ainda no final do século XIX nos EUA e ao longo do século XX. Esse trabalho foi publicado no Brasil em 2002 e nele Crenshaw explica que: 

a interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. (CRENSHAW, 2002, p. 177).

De acordo com Pocahy (2011) a produtividade desse conceito reside justamente no fato de possibilitar que formas variadas de dominação e posições de desigualdades sejam acionadas em trabalhos que discutam gênero, raça, classe social, geração, dentre outros marcadores sociais.

O racismo e o sexismo, por exemplo, são categorias plurais e assim devem ser tratadas, o que faz da interseccionalidade uma ferramenta fundamental nesse processo, já que um estudo pode apresentar falhas quando desconsidera os múltiplos fatores que envolvem o objeto investigado, em especial nos estudos de gênero e relações étnico-raciais. Racismo e sexismo, então, não devem ser tratados como problemas análogos, mas interpretados em seus múltiplos entrelaçamentos e combinações. Ou seja, a partir do que propõem as feministas negras, o racismo precisa ser entendido sob a perspectiva de gênero e o sexismo precisa ser racializado (Ina KERNER, 2012).

A educação aqui pensada vai desde a institucionalizada até a vivida nos contextos cotidianos de socialização, ou mesmo  de formação profissional (na segurança pública, na saúde, no trabalho sexual, nas artes, nas licenciaturas, etc.). A cis-heterossexualidade normatiza a negritude, assim como a branquitude rege as discussões das travestilidades, das transexualidades, das transmasculinidades, das homossexualidades, das lesbianidades e bissexualidades também nos contextos educacionais. Para uma educação democrática e participativa é urgente o debate do direito à diferença nas infâncias vividas e em qualquer idade e classe social.

Prazo de Submissão: 24 de agosto a 31 de outubro de 2020.

Organizadoras(es)

Profa. Doutoranda Catarina Dalapícula (UEMG/UFOP)

Profa. Dra. Megg Rayara Gomes de Oliveira (UFPR)

Prof. Dr. Marco Antonio Torres (UFOP)

Prof. Dr. Pablo Cardozo Rocon (UFMT)

Saiba mais sobre Chamada para Dossiê Temático "Interseccionalizando em educação lutas sociais e direito à diferença"

Edição Atual

v. 3 n. 9 (2020): REBEH V.3 N.9 (2020)
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Publicado: 2020-08-31

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Dossiê Temático: Tornar-nos Criança: Auto-Etnografias, Cuidados e Reparações

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