“Às vezes, a gente sabe pelo olhar”: discursos de homens gays sobre preconceito em Unidades Básicas de Saúde (UBS) no município de Sobral/CE
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-33Palavras-chave:
Atenção Básica, Heteronormatividade, Homossexualidade, Preconceito, SaúdeResumo
O objetivo deste artigo é compreender as formas de preconceito e os seus efeitos nos processos de saúde de homens gays a partir da vivência do atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Sobral. Esta é uma pesquisa qualitativa, exploratória, com entrevistas semiestruturadas realizadas com seis homens gays, maiores de 18 anos, atendidos em uma UBS de Sobral, analisadas a partir da Análise Crítica de Discurso (ACD), além de um questionário socioeconômico. Os resultados apontam o preconceito nas UBS, em forma de silêncios, falas e olhares, além dos efeitos em relação à continuidade do uso do serviço ou constrangimento. Desafios foram relatados sobre o serviço e o manejo da orientação sexual, e as demandas dos sujeitos foram atendidas, mas com necessidades de mudanças. Ainda que a heteronorma predomine, mudanças na formação, assistência e gestão dos serviços são essenciais.
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