Arqueologia do saber da produção científica e acadêmica sobre Drag Queens no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-8Resumo
O texto aborda a produção científica e acadêmica sobre drag queens no Brasil, questionando quais são os determinantes dessa produção nos últimos 22 anos (2000 a 2022). A pesquisa teve como objetivo mapear, sistematizar e analisar a quantidade de trabalhos acadêmicos, como artigos, monografias, dissertações e teses sobre o tema, além de estabelecer um panorama da literatura nacional. A metodologia foi qualitativa, utilizando também elementos quantitativos, por meio de pesquisa documental e bibliográfica, com ênfase na arqueologia do saber de Michel Foucault, visando entender como o conhecimento sobre a temática foi moldado e construído. Os resultados indicam um crescimento do interesse pela temática, com um aumento significativo das publicações entre 2017 e 2020. A produção científica se destaca por uma abordagem interdisciplinar, atravessando áreas como comunicação, antropologia, psicologia e sociologia. O estudo classificou os autores em três grupos: os que veem a drag queen como uma potência de tensionamento do gênero, aqueles que exploram as subjetividades nas margens do discurso e um terceiro grupo que analisa a drag como parte da identidade teatral e cultural. Na conclusão, o autor enfatiza a importância de reconhecer o crescente interesse nos estudos sobre performance drag, além de valorizar as contribuições acadêmicas ao longo dos anos. O levantamento realizado serve como referência para pesquisadores na área e reflete a complexidade do universo drag no contexto brasileiro.
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