Corpos em (in)disciplina: sentidos atribuídos ao Sistema Colégio Militar do Brasil por ex-estudantes LGBTI+
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-31Palavras-chave:
Dissidências sexuais e de gênero, Educação militar, Psicologia escolar crítica, Resistência LGBTI+, Vivência escolarResumo
Este artigo analisa as vivências escolares de ex-estudantes LGBTI+ que passaram pelo Sistema Colégio Militar do Brasil, buscando compreender os sentidos atribuídos ao processo de escolarização em contextos marcados por controle, ordem e hierarquia. A partir de uma abordagem qualitativa e da perspectiva da Psicologia Escolar Crítica, foram realizadas 15 entrevistas com ex-estudantes de diferentes regiões do país, mobilizando o conceito de vivência como ferramenta teórico-analítica central. Os resultados indicam que estudantes LGBTI+ nesses espaços são atravessados por múltiplas formas de violência, ao mesmo tempo em que revelam estratégias de sobrevivência, resistência e reinvenção de si. As narrativas evidenciam tanto a rigidez das normas militares, que operam pela lógica da masculinidade hegemônica e da punição, quanto as brechas construídas por estudantes para tensionar essa ordem. O estudo conclui que, mesmo em contextos educacionais opressivos, os sujeitos constroem caminhos de afirmação, questionando o ideal de escola neutra e revelando os limites da militarização como projeto educacional. Ao analisar essas vivências, o trabalho contribui para os debates em Psicologia Escolar Crítica sobre exclusão, pertencimento e diversidade no ambiente educacional.
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