O BRAILLE FÁCIL EM MATEMÁTICA NO ENSINO SUPERIOR: UMA EXPERIÊNCIA COM UM ALUNO CEGO NA PERSPECTIVA DE PROMOÇÃO DE AUTONOMIA

Autores

DOI:

10.26571/2318-6674.a2017.v5.n1.p164-176.i5448

Palavras-chave:

Braille, Softwares, Matemática

Resumo

O presente artigo refere-se ao acesso de informações no âmbito da matemática de nível superior. O objetivo é que esses estudantes façam uso de softwares que atendam suas necessidades com certa autonomia e propõe a utilização destes, tanto por alunos quanto por professores que tenham a necessidade de preparar materiais específicos para pessoas com deficiência visual. A metodologia adotada foi a pesquisa de campo, a partir do estudo de caso. As técnicas utilizadas foram entrevista semiestruturada e o uso de exercícios com a utilização do software Braille Fácil. A pesquisa teve como participante um aluno deficiente visual graduando em Matemática e concluiu-se que o software citado possibilita certa autonomia a uma pessoa com deficiência visual, além de ser acessível a pessoas que não dominem completamente a simbologia Braille.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.generic.paperbuzz.metrics##

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Felipe Moraes dos Santos, Universidade Federal do Pará

Formado em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é aluno de Mestrado no programa de pós graduação de Saúde Coletiva no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, na linha de Métodos Estatísticos e Computacionais em Saúde desde fevereiro/2015. Foi aluno bolsista de iniciação científica no Laboratório de Bioquímica e Sinalização Celular, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, CCS, UFRJ, de 2010 a 2012 e estagiário bolsista na área de Epidemiologia para América Latina na GSK de 2013-2015. Atualmente trabalha como Analista de Projetos Epidemiológicos da América Latina na GSK desde 2015 

Marcos Evandro Lisboa de Moraes, Universidade Federal do Pará

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGECM, Instituto de Educação Matemática e Científica - IEMCI, da Universidade Federal do Pará - UFPA. Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal do Pará, com publicação de Dissertação de Mestrado ?A Leitura Tátil e os Efeitos da Desbrailização em Aulas de Matemática? e de Livro da Coleção Educação Matemática na Amazônia ?Educação Inclusiva: A Deficiência Visual em Foco?. Licenciado Pleno em Matemática. Especialista em Educação Matemática, Especialista em Educação Especial com ênfase em Atendimento Educacional Especializado. Atuou como Professor de Disciplina Matemática no Instituto José Álvares de Azevedo no período de 2003 a 2016. Atualmente é Professor do Núcleo de Atendimento Pedagógico e Funcional, na Unidade Técnica Professor Astério de Campos, com alunos com Surdocegueira e Deficiências Múltiplas Sensoriais; Professor de Atendimento DomicilIar e Professor da Classe Hospitalar, com foco no Hospital Oncológico Infantil Otávio Lobo; Professor da Universidade do Estado do Pará, no Departamento de Educação Especial. Disciplinas Educação Matemática e Inclusão, Linguagens Especiais e Comunicação Humana, Teoria e Metodologia da Educação Especial, Tecnologias Assistivas, Fundamentos da Educação de Jovens e Adultos.

Elielson Ribeiro de Sales, Universidade Federal do Pará

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade do Estado do Pará (1996), mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (2008) e doutorado em Educação Matemática pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (2013). Atualmente é professor Adjunto II da Universidade Federal do Pará no Curso Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM), vice-coordenador do Programa de Doutorado em Educação em Ciências e Matemática (PPGECEM), oferecido pela Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática (REAMEC) polo UFPA, coordenador do Grupo Ruaké (Grupo de Pesquisa em Educação em Ciências, Matemáticas e Inclusão), membro fundador do GT13 - Diferença, Inclusão e Educação Matemática da Sociedade Brasileira de Educação Matemática e Consultor ad hoc da CAPES. Atua na área de Ensino, com ênfase em Educação em Ciências e Matemática nos seguintes temas: Ensino e aprendizagem de ciências e matemática para pessoas com Necessidades Educacionais Especiais.

Referências

ABNT NBR 9050: 2015. Disponível em: . Acesso 20 Mar.2016.

ALMEIDA, Edvaldo. O método braille e sua história. Disponível em:

blogspot.com.br/2010/07/o-metodo-braile-e-sua-historia.html> . Acesso em 27.Out.2013.

BRASIL, Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei N° 13.146, de 06 de Julho de 2015. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília. Casa Civil. Subchefia para assuntos Jurídicos. 2015.

______. Ministério da Educação e Cultura (MEC). Secretaria de Educação Especial (SEESP). Normas técnicas para a produção de textos em Braille. Brasília: MEC; SEESP, 2002.

______. Ministério da Educação e Cultura (MEC). Secretaria de Educação Especial (SEESP). Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa. Elaboração Cerqueira, Jonir Bechara...[et al.]. Brasília: MEC; SEESP, 2006.

GUIDORIZZI. Hamilton Luís. Um curso de cálculo. Rio de Janeiro: LTC, 2001.

INSTITUTO BENJAMIM CONSTANT - IBC. Programa Braille Fácil. Manual do Braille Fácil 3.1. 2009. Disponível em < http://intervox.nce.ufrj.br/brfacil/>. Acesso em 13.11.2013.

MANZINI, E. J. A entrevista na pesquisa social. São Paulo: Didática, 1990/1991.

O que é um leitor de tela. Disponível em: . Acesso 20 Mar. 2016.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1991.

YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Publicado

2017-08-10

Como Citar

SANTOS, F. M. dos; MORAES, M. E. L. de; SALES, E. R. de. O BRAILLE FÁCIL EM MATEMÁTICA NO ENSINO SUPERIOR: UMA EXPERIÊNCIA COM UM ALUNO CEGO NA PERSPECTIVA DE PROMOÇÃO DE AUTONOMIA. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, Brasil, v. 5, n. 1, p. 164–176, 2017. DOI: 10.26571/2318-6674.a2017.v5.n1.p164-176.i5448. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/5448. Acesso em: 22 maio. 2024.