PENSAMENTO ALGÉBRICO E EQUIVALÊNCIA: ANÁLISE DE UM LIVRO DIDÁTICO DO 5º ANO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26571/reamec.v13.19298


Palavras-chave:

Significados do sinal de igual, Equivalência numérica, Equivalência por definição ou notação

Resumo

O presente artigo tem por objetivo investigar como o pensamento algébrico, com foco na Equivalência, é abordado pelo livro didático do 5º ano. Para tanto foi escolhida a Coleção Desafio Matemática (versão do professor), aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 2023. A escolha dessa coleção deve-se ao fato de ter sido adotada na escola em que foi desenvolvido um estudo de intervenção com estudantes do 5º ano. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico (Fiorentini; Lorenzato, 2012), que utiliza como fontes livros e artigos disponíveis em bibliotecas ou na internet (e-book). Realizou-se uma análise detalhada do livro referido. Para análise dos dados, embasou-se nas categorias atribuídas aos diferentes significados do sinal de igual, conforme proposto por Molina e Castro (2009), das quais foram usadas as categorias de Equivalência Numérica, Equivalência por Definição ou Notação. Os resultados mostram que embora o livro não tenha um capítulo específico sobre Equivalência, aborda gradualmente as habilidades previstas pela BNCC de forma progressiva em suas atividades. A ideia de Equivalência é explorada com recursos concretos e numéricos, como, por exemplo, a balança de dois pratos, e por meio de expressões aritméticas. Observa-se uma organização lógica nas atividades: inicialmente, os alunos equilibram expressões com valores iguais em ambos os lados da balança e, nas etapas seguintes, lidam com valores desconhecidos. Embora não utilize simbologia da algébrica formal, o livro proporciona condições para que os alunos compreendam a ideia de valor desconhecido, preparando-os para a formalização nos anos seguintes.

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Biografia do Autor

  • Rebeca Mata Prazeres, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, Bahia, Brasil

    Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia do Centro de formação de Professores (UFRB-CFP). Atualmente é mestranda em Educação em Ciência e Matemática pela Universidade Estadual de Santa Cruz (PPGECM-UESC). Foi bolsista de Iniciação à Docência - PIBID (2020 - 2022/CAPES) e do Programa Residência Pedagógica - RP (2022-2024/CAPES). Atualmente participa do Projeto Materiais Manipuláveis para o Ensino e Aprendizado de Matemática e do grupo de pesquisa REPARE (Reflexão, Planejamento, Ação, Reflexão em Educação Matemática) em EdMat, o qual conta com pesquisadores de várias instituições, tais como UFPE, UPE, UFABC, UERJ, UFU, UESB, FURG e envolvendo 6 diferentes estados (BA, PE, RJ, MG, SP, RS). Defendeu sua monografia na área de Educação Matemática com o título:CONTRIBUIÇÕES DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DADEFINIÇÃO DE LOGARITMO.

  • Sandra Maria Pinto Magina, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, Bahia, Brasil

    Sandra Maria Pinto Magina realizouo primeiro pós-doutoramento na Universidade de Lisboa (2006) e o segundo na Universidade de Salamanca (2019-2020). Concluiu o doutorado em Mathematics Education pela University of London em 1994. Foi docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo entre 1994 e 2014, desligando-se dela como professora titular. Foi professora visitante na Universidade Estadual de Santa Cruz -- UESC/BA entre o período de 2012 e 2014, quando prestou concurso e atualmente é professora Titular da UESC/BA. Foi coordenadora do Mestrado em Educação Matemática da UESC entre os anos de 2014 e 2017. É líder do grupo de pesquisa REPARE (Reflexão, Planejamento, Ação, Reflexão em Educação Matemática) em EdMat, o qual conta com pesquisadores de várias instituições, tais como UFPE, UPE, UFABC, UERJ, UFU, UESB, FURG e envolvendo 6 diferentes estados (BA, PE, RJ, MG, SP, RS). Tem vasta experiência em formação de recursos humanos, tendo orientado mais de 80 estudos entre mestrado, doutorado e pós-doutorado. Também atua formando na graduação, orientando pouco mais de uma dezena de trabalhos de iniciação científica e de conclusão de curso (TCC). Recebeu prêmio CNPq/PIBIC (2005) e prêmio CAPES (2010) como orientadora de projeto IC e de tese de Doutorado respectivamente. Participou de 16 projetos de pesquisa, sendo que coordenou 10 destes, a maioria deles financiados por agências de fomento a pesquisa. (CNPq, CAPES, FAPESP, FAPESB) Atualmente participa, como coordenadora de projeto de pesquisa envolvendo o tema Early Algebra, financiado pelo CNPq e pela UESC. Atua na área de Educação, com ênfase em formação de conceitos. Em suas atividades profissionais interagiu com aproximadamente 60 colaboradores, seja em parceria de projetos de pesquisa ou em co-autorias de trabalhos científicos. Tem sido parecerista para a CAPES, CNPq, FAPESP e FAPESB, alem de algumas revistas com Qualis A.

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Publicado

2025-12-29

Declaração de Disponibilidade de Dados

A análise foi realizada com base no livro didático do 5º ano da Coleção Desafio Matemática (2023), que está disponível publicamente. No entanto, os dados específicos da análise (anotações, observações detalhadas, etc.) não estão disponíveis publicamente.

 

Como Citar

PRAZERES, Rebeca Mata; MAGINA, Sandra Maria Pinto. PENSAMENTO ALGÉBRICO E EQUIVALÊNCIA: ANÁLISE DE UM LIVRO DIDÁTICO DO 5º ANO. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, v. 13, p. e25071, 2025. DOI: 10.26571/reamec.v13.19298. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/19298. Acesso em: 11 jan. 2026.

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