UMA VISÃO SOBRE OS MUSEUS DE CIÊNCIAS COMO ESPAÇOS NÃO FORMAIS: O BOSQUE DA CIÊNCIA UM EXEMPLO AMAZÔNICO

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v8i3.10022

Palavras-chave:

Museu de Ciência, Escola, Educação não formal, Divulgação Científica, Amazônia

Resumo

Espaços não formais, como Museus de Ciências, têm contribuído com a sociedade, e mais especificamente com a escola, para a popularização da Ciência e, assim, somando à formação cidadã. Na região Norte do Brasil, a Amazônia, há poucos museus, mas há diversos espaços abertos não formais que assumem essa função. A partir desse quadro problematizamos e propomos possíveis relações entre os Museus de Ciências, a Divulgação Científica e a Escola, na condição de esferas de atividades relativamente autônomas, e em seguida nos ateremos aos possíveis dialogismos do Museu de Ciências com a Escola a partir das pesquisas com o Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia. Utilizamos a estratégia do ensaio acadêmico para construir esse diálogo. Consideramos que as relações dessas três esferas produzem formas próprias de promover a formação e a divulgação científica, e que nas interações entre escola e museu se faz necessário superar as abordagens fechadas e monológicas, além de se abrir para interações, não somente de recursos, mas também de propostas dialógicas de educação para a formação que promova a cultura científica e cidadã.

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Biografia do Autor

Saulo Cezar Seiffert Santos, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Doutor em Educação em Ciências pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), especialização em Docência do Ensino Superior pelo Centro de Pesquisa da Amazônia (CEPAM), graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação em Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: divulgação científica, aprendizagem significativa, analogias e metáforas,modelos mentais, ensino de zoologia, discurso expositivo e educação em espaços não formais. Trabalho atualmente na Área de Ensino de Ciências do Departamento de Biologia do Instituto de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Membro da Associação Brasileira de Cristão na Ciência (ABC²) e líder do grupo de estudos em Manaus/AM.

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Publicado

2020-10-01

Como Citar

SANTOS, S. C. S. . UMA VISÃO SOBRE OS MUSEUS DE CIÊNCIAS COMO ESPAÇOS NÃO FORMAIS: O BOSQUE DA CIÊNCIA UM EXEMPLO AMAZÔNICO. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 415-434, 2020. DOI: 10.26571/reamec.v8i3.10022. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/10022. Acesso em: 27 out. 2020.