FROM TRADITIONAL GAMES TO BODY TECHNIQUES: A STUDY FROM THE RELATIONS BETWEEN GAME AND LUDIC CULTURE
Keywords:
Ludic Culture, Traditional Game, Contemporary Society, Body TechniquesAbstract
Contemporaneity influences the use of bodies, affecting social relationships, cultural dynamics and play. In this sense, it is necessary to problematize the interrelationships between contemporary society, playful culture and its body techniques, developed by traditional games. Thus, this exploratory study aims to understand the role of play in cultural dynamics, emphasizing the creative processes and the impact of historical periods and their socio-cultural contexts on body techniques, evidenced from traditional games. The close relationships between society, body techniques, play and toy, in the midst of the creative processes of co-construction and resignification of playful culture by children, were noted. Therefore, it is clear that the changes coming from contemporaneity are impacting, because by changing times and spaces, they transform traditional games, causing complex chain reactions over the years and significant changes in the expression and use of the body in play and, consequently, in body techniques.References
ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In: ADORNO, Theodor W.; COHN, Gabriel. Theodor W. Adorno: sociologia. 2. ed. São Paulo: Ática, 1994.
ALBUQUERQUE, Leila Marrach Basto de. As invenções do corpo: modernidade e contramodernidade. Motriz, v. 7, n. 1, p. 33-39, 2001.
ALVES, Rubem. Cenas da vida. Campinas, SP: Papirus, 2013.
ARAÚJO, Alceu Maynard. Folclore Nacional I: festas, balaiados, mitos & lendas. São Paulo: Martins Fontes, 2004a.
______. Folclore Nacional II: danças, recreação e música. São Paulo: Martins Fontes, 2004b.
ARIÉS, Philippe. História social da família e da criança. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 1981.
BARTHES, Roland. Mitologias. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de janeiro: Zahar, 1998.
BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009.
BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1997.
______. A criança e a cultura lúdica. In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 1998.
______. Lazer e aprendizagem. In: BROUGÈRE, Gilles. ULMANN, Anne-Lise. (Orgs.). Aprender pela vida cotidiana. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.
CAILLOIS, Roger. Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
CÂMARA CASCUDO, Luís. Antologia do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001.
______. História dos nossos gestos. São Paulo: Global, 2003.
CARLOS, Ana Fani Alessandri. O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade. São Paulo: FFLCH, 2007.
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. Campinas, SP: Papirus, 1995.
DENZIN, Norman K. Play, games and interaction: the contexts of childhood socialization. The sociological quarterly, v. 16, n. 4, p. 458-478, 1975.
ERTHAL, Ana Amélia. O telefone celular como produto de novas sensorialidades e técnicas corporais. Contemporânea, v. 1, n. 8, 2007.
FABIANI, Débora Jaqueline Farias; SCAGLIA, Alcides José. O inventário da cultura lúdica: os espaços, os materiais e os jogos desenvolvidos pelas crianças no horário livre, Lúdicamente, v. 7, n. 14, p. 1-22, jun./ out., 2018.
FANTIN, Monica. As crianças e o repertório lúdico contemporâneo: entre as brincadeiras tradicionais e os jogos eletrônicos. Revista espaço pedagógico, v. 13, n. 2, p. 9-24, jul./ dez., 2006.
FERNANDES, Florestan. O folclore em questão. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2003.
______. Folclore e mudança social na cidade de São Paulo. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
FERNANDES, Benecta Patrícia Fernandes e colaboradores. Entre o tradicional e o eletrônico: significados do brincar para crianças de uma escola pública de Piracicaba-SP. Revista brasileira de estudos do lazer, v. 3, n. 2, p. 74-96, mai./ ago., 2016.
FRIEDMANN, Adriana. Jogos tradicionais na cidade de São Paulo: recuperação e análise de sua função educacional. 1990. 189f. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 1990.
______. Brincar: crescer e aprender: o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.
FREIRE, João. Batista; SCAGLIA, Alcides José. Educação como prática corporal. São Paulo: Scipione, 2003.
GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2013.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.
______. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.
______. Conceitos essenciais da sociologia. São Paulo: Unesp, 2017
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
______. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GODOY, Luís Bruno. Tensionando o sentido do agir: o clown e seu potencial criativo. 2019. Xxf. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas). Universidade Estadual de Campinas. Limeira, SP, 2019.
HARA, Tony. Saber noturno: Uma antologia de vidas errantes. Campinas, SP: Unicamp, 2017.
HERTEL, Ilona. Silêncio! Crianças brincando. In: PARK, Margareth Brandini; FERNANDES, Renata Sieiro. Programa curumim: memórias, cotidiano e representações. São Paulo: SESC, 2015.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens. 9. ed. rev. e atual. São Paulo: Perspectiva, 2019.
INGOLD, Tim. Estar vivo: ensaio sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.
KIRK, David. Towards a socio-pedagogy of sports coaching. In: LYLE, John; CUSHION, Chris (Eds.). Sport coaching: professionalisation and practice. Edinburgh, England: Elsevier, p. 165-176, 2010.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos tradicionais infantis: o jogo, a criança e a educação. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
______. O jogo e a educação infantil. 7. reimpr. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
KOFES, Maria Suely. E sobre o corpo, não é o próprio que fala? Ou, o discurso desse corpo sobre o qual se fala. In: BRUNHS Heloisa Turini. Conversando sobre o corpo. 5. ed. Campinas, SP: Papirus, 1994.
LARROSA, Jorge. Bondía. Tremores: escritos sobre a experiência. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2017.
LAVEGA BURGUÉS, Pere e colaboradores. Los juegos y deportes tradicionales en Europa: Juega con tu corazón, comparte tu cultura. In: LAVEGA BURGUÉS, Pere (Org.). Juegos tradicionales y sociedad en Europa. Barcelona, Espanha: Associação Européia de Jogos e Esportes Tradicionais, 2006.
LAVEGA BURGUÉS, Pere e colaboradores. Os jogos tradicionais no mundo: associações e Possibilidades. Licere, v. 14, n. 2, jun., 2011.
LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. São Paulo: Manole, 2005.
MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no pedaço: cultura popular e lazer na cidade. São Paulo: UNESP, 2003.
MARIN, Elizara Carolina. Jogo tradicional: patrimônio material e imaterial. Congresso Argentino e Latinoamericano de Educación Física y Ciencias, 12. 7. Anais..., Ensenada, Buenos Aires, Argentina. Disponível em: <http://congresoeducacionfisica.fahce.unlp.edu.ar/13o-congreso/actas-2017/Mesa%2013_Marin.pdf>. Acesso em 02 jul. 2020.
MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
NOGUEIRA, Maria Ephigênia de Andrade Cáceres. O lúdico na época de Anchieta. In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida; SANTOS, Maria Walburga dos (Orgs.). Jogos e brincadeiras: tempos, espaços e diversidade (Pesquisas em Educação). São Paulo: Cortez, 2016.
OLIVEIRA, Paulo de Salles. O que é brinquedo. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989.
POMBO, Olga. Interdisciplinaridade e integração dos saberes. Liinc em Revista, Lisboa, v. 1, n. 1, p. 3-15, 2005.
ROCHA, Maria de Lourdes Gonçalves Machado. Brincar: oportunidade lúdica nos tempos livres da criança? In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida; SANTOS, Maria Walburga dos (Orgs.). Jogos e brincadeiras: tempos, espaços e diversidade (Pesquisas em Educação). São Paulo: Cortez, 2016.
ROSSETTI, Cláudia Broetto; SMARSSARO, Taísa Rodrigues; PESSOTTI, Tatiana Lecco. Inventário das brincadeiras e jogos de crianças em diferentes municípios do estado do Espírito Santo. Revista psicopedagia, v. 26, n. 81, p. 388-395, 2009.
RODRIGUES, Divania Luiza; MARRONI, Paula. Carolina T. Pieter Bruegel e os jogos infantis: imagens medievais como origem das práticas corporais contemporâneas. Jornada de Estudos Antigos e Medievais, XI. Anais..., Maringá, PR, 2013. Disponível em: <http://www.ppe.uem.br/jeam/anais/2012/pdf/r-z/39.pdf>. Acesso em 04 de jul. 2020.
RODRIGUES, Rogério. Sociedade, Corpo e Interdições: contribuições do estudo de Marcel Mauss sobre as técnicas do corpo. Conexões, v. 0, n. 4, p. 129-140, 2000.
SALGADO, Karen Regina; SCAGLIA, Alcides José. Os exergames como recurso didático no ensino do atletismo na educação física escolar. Journal Physical Education, v. 31, e3146, 2020.
SARMENTO, Manuel. Imaginário e culturas da infância. Cadernos de Educação. Braga, Portugal: Universidade do Minho, Instituto de Estudos da Criança, 2003.
SCAGLIA, Alcides José. Jogo: um sistema complexo. In: FREIRE, João Batista; VENÂNCIO, Silvana. O jogo dentro e fora da escola. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.
______. O futebol e as brincadeiras de bola: a família dos jogos de bola com os pés. São Paulo: Phorte, 2011.
SILVA, Lúcia Isabel da Conceição e colaboradores. Diferenças de gêneros nos grupos de brincadeira na rua: a hipótese de aproximação unilateral. Psicologia: reflexão & crítica, v. 19, n. 1, p. 114-121, 2004.
TSCHOKE, Aline e colaboradores. Espaço, lugar e brincadeiras: o que pensam os professores e o que vivem os alunos. Pensar a prática, v. 15, n. 2, p. 272-284, abr./ jun., 2012.
TUAN, Yiu-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Londrina, PR. Eduel, 2013.
TURINO, Célio. Educação não formal, jogo e brincadeira. Cadernos Cenpec, v. 1, n. 2, p. 107-114, 2006.
VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
______. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Expressão Popular, 2018.
VOLPATO, Gildo. Jogo, brincadeira e brinquedo: usos e significados no contexto escolar e familiar. 2. ed. Criciúma, SC: UNESC/ São Paulo, SP: Annablume, 2017.
WIKIPEDIA. Pieter Bruegel the Elder - Children’s Games. Disponível em: <https://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Jeux_d%27enfants_(Brueghel)#/media/Fichier:Pieter_Bruegel_the_Elder_-_Children%E2%80%99s_Games_-_Google_Art_Project.jpg>. Acesso em: 24 de jul. de 2019.
ZIMMERMANN, Ana Cristina. O jogo: sobre encontro e tradições. In: ZIMMERMANN, Ana Cristina; SAURA, Soraia Chung (Orgs.). Jogos tradicionais. São Paulo: Pirata, 2014.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
-
A Revista Corpoconsciência da Universidade Federal de Mato Grosso está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/index.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).