METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO DE QUÍMICA ORGÂNICA: UMA ABORDAGEM SUSTENTÁVEL COM ÓLEO RESIDUAL
DOI:
https://doi.org/10.26571/reamec.v13.19028Palavras-chave:
Ensino aprendizagem, Experimentação, Metodologias AtivasResumo
A química desempenha um papel essencial na compreensão das ciências, no entanto, muitos estudantes a consideram desafiadora devido ao ensino tradicional, que frequentemente não consegue engajar ou contextualizar o conteúdo de forma significativa. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de duas metodologias ativas: a sala de aula invertida e a instrução pelos pares no ensino de Química Orgânica, utilizando óleo residual como recurso experimental, em um colégio militar em Ji-Paraná/RO, com alunos do terceiro ano do ensino médio. A pesquisa adotou uma abordagem quali-quantitativa e métodos de pesquisa-ação, dividindo os alunos em grupo controle e grupo teste. O grupo teste participou de aulas com metodologias ativas, enquanto o grupo controle seguiu o método tradicional, realizando um quiz na plataforma Kahoot. Posteriormente, o grupo teste realizou um experimento prático de produção de sabão, compartilhando os resultados com alunos do sexto ano do ensino fundamental e do primeiro ano do ensino médio. Foram aplicados dois questionários ao final: um para avaliar a aprendizagem geral e outro para medir o impacto das metodologias ativas. A análise dos dados, por meio do teste t independente, não indicou diferenças significativas entre os grupos (p = 0,237). Contudo, o teste de Wilcoxon mostrou diferença significativa (p = 0,034) entre as metodologias “sala de aula invertida” e “instrução pelos pares” dentro do grupo teste. A aula experimental de produção de sabão foi considerada benéfica e as metodologias ativas foram bem recebidas pelos alunos, que demonstraram maior interesse e compreensão da química, associando o conteúdo à vida cotidiana.
Downloads
Referências
ARAÚJO, I. S.; MAZUR, E. Instruções pelos colegas e ensino sob medida: uma proposta para o engajamento dos alunos no processo de ensino-aprendizagem de física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 30, n. 2, p.362–384, 2013. https://doi: 10.5007/2175-7941.2013v30n2p362.
ARROIO, A. et al. O Show da Química: Motivando o Interesse Científico. Química Nova, v. 29, n. 1, p. 173-178, 2006. https://doi.org/10.1590/S0100-40422006000100031.
ASSAI, N. D. S.; GALVÃO, J. C. R.; DELAMUTA, B. H.; BERNADELLI, M. S. Funções químicas no 9°ano: proposta de sequência didática e uno químico. Revista Valore, v. 3, p. 454-465, 2018. https://doi.org/10.22408/reva302018191454-465.
BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas. Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011. DOI: 10.5433/1679-0359.2011v32n1p25.
BERGMANN, J.; SAMS, A. Sala de aula invertida: alcance todos os alunos em todas as aulas todos os dias. Porto Alegre: Penso, 2012.
BERNARDELLI, M. S. Encantar para ensinar: um procedimento alternativo para o ensino de Química. In: ENCONTRO PARANAENSE DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS. 9., Foz do Iguaçu. Anais eletrônicos... Foz do Iguaçu: Centro Reichiano, 2004. Disponível em http://www.centroreichiano.com.br/ artigos/Anais%202004/Marlize%20Spagolla%20Bernardelli.pdf acesso 23 de fevereiro de 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular –BNCC. Ensino Médio. MEC/CNE, 2017. Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79611-anexo-texto-bncc-aprovado-em-15-12-17-pdf&category_slug=dezembro-2017pdf&Itemid=30192 acesso em 27 de novembro de 2024.
CASLA, Alberto V.; ZUBIAGA, Isabel S. Aprendizaje En Un Entorno De Enseñanza Basada En La Resolución De Problemas. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, 11 (1), 59–75, 2012.
CHER, G. G.; OLIVEIRA, T. A. L.; SCAPIN, A. L.; SILVEIRA, M. P. Estudo dos polímeros em uma perspectiva CTSA: desenvolvendo valores por meio do tema “química dos plásticos”. Revista Valore, v. 3, p. 14-25, 2018. https://doi.org/10.22408/reva30201813214-25.
COSTA, J. F.; SILVA, M. L. O ensino de Química e sua relação com o cotidiano escolar. Revista Brasileira de Ensino de Química, v. 41, n. 3, p. 123-134, 2019.
CUNHA, M. V. da. A educação dos educadores: da Escola nova à Escola de hoje. São Paulo: Mercado de Letras, 1995. 111 p.
DIESEL, A; BALDEZ, A. L. S; MARTINS, S. N. Os princípios das metodologias de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, v. 14, n.1, p. 268-288, 2017). https://doi.org/10.15536/thema.14.2017.268-288.404.
GOMES, Gilvane Lima Sobrinha; FERNANDES, Izaias. The influence of Brazilian school infrastructure and teacher training on student performance in the area of Natural Sciences. Acta Scientiarum. Education, v. 47, n. 1, p. e65798, 2025. https://doi: 10.4025/actascieduc.v47i1.65798.
FERNANDES, P. M.; SANTOS, A. L. Metodologias ativas no ensino de Ciências: práticas e desafios. Educação em Foco, v. 15, n. 2, p. 45-59, 2019.
Flynn, Alison B. (2015) Structure and evaluation of flipped chemistry courses: Organic & spectroscopy, large and small, first to third year, English and French. Chemistry Education Research and Practice, 16 (2), 198–211. https://doi.org/10.1039/C4RP00224E.
FLYN, A.B. Strucure and evaluation of flipped chemistry courses: Organic & spectroscopy, large and small, first third year, English and French. Chemistry Education Research and Pratice, v.16, p. 198-211, 2015.https://doi.org/10.1039/C4RP00224E.
FRANCO, Maria Aparecida Veiga. Pesquisa-ação: reflexões epistemológicas e metodológicas. 9.ed. São Paulo: Cortez, 2020.
FREZATTI, F.; MARTINS, D. B.; MUCCI, D. M.; LOPES, P. A. Aprendizagem baseada em problemas (PBL): uma solução para a aprendizagem na área de negócios. 1. Ed. – São Paulo: Atlas, 2018.
HOLLOWAY, W.R. et al. Student Engagement and Performace in a Flipped Organic Chemistry Course over Five Years. Journal of Chemical Education, v.101, n.2, 2024.https://doi.org/10.1021/acsmed.3c00907
HOUSEKNECHT, J.B. et al. Flipped and Active Learning Training for Organic Chemistry Instructores. Chemistry Education Research and Pratice, v.21, n.4, p. 1234-1245, 2020. https://doi.org/10.1039/C9RP00137A.
LIMA, Roberta Medianeira. et al. Oficina de fabricação de sabão a partir do óleo de cozinha usado e sabonetes. In: Simpósio Brasileiro De Educação Química, 12., 2014, Fortaleza. 1. Rio de Janeiro: Abq - Associação Brasileira de Química, 2014. v. 1, p. 1 – 10.
LIU, Yujuan; RAKER, Jeffry R.; LEWIS, Jennifer E. Evaluating student motivation in organic chemistry courses: moving from a lecture-based to a flipped approach with peer-led teamlearning. Chemistry Education Research and Practice, 19 (1), 251–264, 2018. https://doi.org/10.1039/C7RP00153C.
LOPES, Roberto; FERREIRA, Ana Maria. A importância da experimentação no ensino de Química: abordagens para o ensino básico e médio. Revista de Ensino de Química, v. 34, p. 112-130, 2018.
Mazur, E.; Somers, M. D. (1997). Peer instruction: A user’s manual. Upper Saddle River, N.J. Prentice Hall, 1997. 253 p.
MAZUR, Eric.Can we teach computers to teach?. Computers in Physics, v. 5, p. 31-38, 1991. https://doi.org/10.1063/1.4822968.
NOVAK, Gregor; GAVRIN, Andrew; CRISTIAN, Wolfgang; PATTERSON, Evelyn. Just-in-time teaching: blending active learning with technology. New Jersey: Prentice Hall, 1999.
PENAFORTE, J. D. A aprendizagem baseada em problemas: teoria e prática no contexto da educação superior. 2001.
PILETTI, C. Didática geral. 24. ed. São Paulo: Ática, 2011.
PINHEIRO, D. C., PEREIRA, R. D., SABINO, G. D. F. T. Militarização das escolas e a narrativa da qualidade da educação. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, 35(3), 667 -688, 2019. https://doi.org/10.21573/vol35n32019.95957
SANTOS, D. G.; BORGES, A. P. A.; BORGES, C. O.; MARCIANO, E. P.; BRITO, L. C. C.; CARNEIRO, G. M. B.; EPOGLOU, A.; NUNES, S. M. T. A química do lixo: utilizando a contextualização no ensino de conceitos químicos. Revista Brasileira de Pós-Graduação, Brasília, DF, v. 8, n. 2, p. 421-443, 2012.
SILVA, Francisco Edivanio. A Interdisciplinaridade nos livros de Química no Ensino Médio. Monografia (Curso de Licenciatura em Química). Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza-CE, 2011.
SILVA, J. A.; PEREIRA, L. M.; OLIVEIRA, R. F. Metodologias Ativas na Educação: Práticas e Reflexões. São Paulo: Editora ABC, 2023.
SILVA, José Antônio da; COSTA, Maria Lúcia. Metodologias ativas no ensino de Química: práticas experimentais para uma aprendizagem significativa. Revista Brasileira de Pesquisa em Ensino de Química, v. 41, n. 3, p. 145-157, 2020.
SILVA, M. R.; LIMA, A. P. Educação ambiental no ensino de Química: abordagens para o século XXI. Revista de Educação Ambiental, v. 13, n. 3, p. 142-157, 2021.
SOUZA, R. P.; PEREIRA, F. C. Metodologias ativas no ensino de Química: desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Ensino de Ciências, v. 32, n. 4, p. 45-57, 2018.
SOUZA, Rafael; OLIVEIRA, Tânia. Metodologias ativas e aprendizagem significativa no ensino de Ciências. Educação e Pesquisa, v. 45, n. 2, p. 345-356, 2019.
SOARES, B. E. C.; NAVARRO, M. A.; FERREIRA, A. P. Desenvolvimento sustentado e consciência ambiental: natureza, sociedade e racionalidade. Ciências & Cognição, v. 2, p. 42-49, 2004.
STEPHANOU, M., BASTOS, M. H. C. (Org). Histórias e memórias da educação no Brasil. Volume III, Século XX. Rio de Janeiro: Vozes, 2005. 429 p.
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.31, n.3, p.443-466, set./dez.2005. https:doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009
VIEIRA, S. Introdução à bioestatística. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. Recurso digital. 345 p.
VYGOTSKY, Lev Semionovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
WOOD, W.B. innovations in teaching undergraduate biology and why we need them. Annual Review of Cell and Developmental Biology, v.25, p. 93-112, 2009. https://doi.org/10.1146/annurev.cellbio.24.110707.175306.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2025 Danieli Freitas da Silva, Luzia da Silva Lourenço, Humberto Hissashi Takeda

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Direitos autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos publicados na Revista REAMEC, atendendo às exigências da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências, enquanto a revista utiliza um modelo de licenciamento que favorece a disseminação do trabalho, particularmente adotando a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0).
Os direitos autorais são mantidos pelos autores, os quais concedem à Revista REAMEC os direitos exclusivos de primeira publicação. Os autores não serão remunerados pela publicação de trabalhos neste periódico. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicado neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional, em website pessoal, publicar uma tradução, ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico. Os editores da Revista têm o direito de realizar ajustes textuais e de adequação às normas da publicação.
Política de Acesso Aberto/Livre
Os manuscritos publicados na Revista REAMEC são acessíveis gratuitamente sob o modelo de Acesso Aberto, sem cobrança de taxas de submissão ou processamento de artigos dos autores (Article Processing Charges – APCs). A Revista utiliza Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) para assegurar ampla disseminação e reutilização do conteúdo.
Política de licenciamento - licença de uso
A Revista REAMEC utiliza a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0). Esta licença permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Além disso, permite adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação inicial neste periódico.















































































