FEIRA DE CIÊNCIAS DO ESTADO DE ALAGOAS: CONQUISTAS E DESAFIOS NO DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v9i1.11408

Palavras-chave:

Feira de Ciências., Educação Científica., Ensino e Aprendizagem de Ciências e Biologia., Projetos de Ciências, Educação Não-Formal

Resumo

Nas últimas décadas, inúmeros trabalhos relatam a contribuição das Feiras de Ciências e dos Museus de Ciências na divulgação científica, elencando possibilidades, conquistas e desafios. Embora diversos autores relatem a importância das Feiras de Ciências na divulgação do conhecimento científico, no ambiente escolar e na sociedade, é necessário admitir que elas possuem limitações na realização e/ou na exposição dos trabalhos. Essa pesquisa teve como objetivo analisar como foram desenvolvidos os trabalhos apresentados na Feira de Ciências do Estado de Alagoas (FECEAL) em 2019, pois conhecer as escolhas, os desafios e as conquistas que os estudantes vivenciam na realização dos trabalhos pode contribuir para ampliar as aprendizagens dos participantes – estudantes e visitantes – das Feiras de Ciências. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, mediante questionário, com 41 (quarenta e um) estudantes de escolas públicas do estado de Alagoas, que apresentaram trabalho na FECEAL 2019. O questionário continha 7 (sete) perguntas sobre: o tipo de trabalho, o motivo da participação, o processo de escolha do tema, o local, a metodologia, o alcance dos objetivos e o tipo de auxílio recebido. Os dados colhidos ratificam que a Feira de Ciência pode favorecer a produção e divulgação científica, melhorando a aprendizagem discente, bem como o vínculo entre escola e sociedade. Identificamos limites no desenvolvimento dos trabalhos apresentados na FECEAL 2019, de modo especial, no tipo de trabalho e na metodologia. Para enfrentar esses desafios, é necessário o apoio dos órgãos competentes para melhorar as condições de trabalho docente, a formação continuada e a infraestrutura.

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Biografia do Autor

Bibiane de Fátima Santos, Universidade Federal de Alagoas

Licencianda de Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alagoas. Foi monitora do Setor de Práticas Pedagógicas, nas disciplinas de Estágio Supervisionado 1, 2 e 4. Faz parte do Laboratório de Práticas e Ensino de Biologia (LAPEBIO). É vice presidenta da gestão Manguaba do Centro Acadêmico Enraizando em Terras Secas do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (2018-2020 ). Atualmente desenvolve pesquisas sobre Práticas e Ensino de Biologia, com ênfase no Laboratórios de Ciências e Ensino por Investigação.

Maria Danielle Araújo Mota, Universidade Federal de Alagoas

Professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Campus A.C Simões. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira (PPGE) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Eixo Ensino de Ciências. Coordenadora junto ao Programa de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES/UFAL(2018- 2020). Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Licenciada em Ciências Biológicas pela Faculdade de Educação de Itapipoca (FACEDI- UECE). Especialista em Desenvolvimento, Espaço e Meio Ambiente pela Faculdade ATENEU e em Gestão Escolar pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Membro da Sociedade Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio) e da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação e Ciências (ABRAPEC). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências (GEPENCI), Universidade Federal do Ceará (UFC).Membro do Grupo: Formação de Professores e Ensino de Ciências - UFAL . Atua na área de Formação de Professores de Ciências e Biologia.

Paulo Meireles Barguil, Universidade Federal do Ceará

Bacharel em Computação (1990), licenciado em Pedagogia (1994), mestre (1999) e doutor (2005) em Educação, todos cursados na Universidade Federal do Ceará - UFC. Professor Associado IV da UFC, lotado no Departamento de Teoria e Prática do Ensino, da Faculdade de Educação, tem se dedicado aos seguintes temas: Educação Matemática, currículo, didática, saberes docentes, formação de professores e espaço escolar. Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação da UFC, é membro do eixo temático Aprendiz, Docência e Escola, da linha de pesquisa Educação, Currículo e Ensino (www.paulobarguil.pro.br). Coordena o Laboratório de Educação Matemática - LEDUM (www.ledum.ufc.br). Atuou como professor pesquisador conteudista das disciplinas Didática I e Estrutura, Política e Gestão Educacional em cursos de Licenciatura ofertados na modalidade semipresencial pela UFC Virtual, no período de 2007.2 a 2012.2. Foi parecerista ah doc dos cadernos de Matemática do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC, publicados em 2014. No período de agosto de 2014 a março de 2015, foi o coordenador adjunto na área de Matemática do PNAIC, vinculado à UFC. De julho de 2015 a maio de 2016, foi especialista na área de Matemática da Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Em 2016 e 2017, foi consultor de Matemática no Programa Aprendizagem na Idade Certa - MAIS PAIC no eixo Ensino Fundamental I. Em 2017, realizou a mostra Matemática viva!, que foi aprovada na Chamada MCTIC/CNPq nº 02/2017, vinculada à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - SNCT 2017.

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Publicado

2021-01-22

Como Citar

SANTOS, B. de F.; MOTA, M. D. A.; BARGUIL, P. M. FEIRA DE CIÊNCIAS DO ESTADO DE ALAGOAS: CONQUISTAS E DESAFIOS NO DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e21008, 2021. DOI: 10.26571/reamec.v9i1.11408. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/11408. Acesso em: 28 fev. 2021.

Edição

Seção

Educação em Ciências