ABORDANDO PROPRIEDADES CONCEITUAIS E FIGURAIS DE OBJETOS GEOMÉTRICOS EM CONSTRUÇÕES NO GEOGOEBRA

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v11i1.16862

Palavras-chave:

Geometria Plana e Espacial, Conceitos, Representações, Cenários Animados, Potencialidades

Resumo

Este trabalho, de cunho teórico interpretativo, objetiva discutir o potencial do GeoGebra para auxiliar na identificação e diferenciação de propriedades conceituais e figurais de objetos geométricos planos e espaciais. Inicia por um estudo sobre a abordagem da Geometria na Base Nacional Comum Curricular, documento orientador da Educação Básica no Brasil, que permitiu identificar que a Geometria Plana e a Espacial são dispostas em blocos separados, o que pode levar a problemas para compreender aproximações entre os objetos planos e espaciais. Os livros didáticos geralmente exibem representações prototípicas dos objetos geométricos, que acaba gerando confusões entre características da representação e características conceituais do objeto pela impossibilidade de realizar alterações na figura. Apresenta, ainda, um contexto da Geometria na resolução de problemas geométricos da realidade e utilizando diferentes recursos. O estudo, de bases teóricas sobre o ensino de Geometria, permitiu estabelecer potencialidades do GeoGebra para promover discussões matemáticas sobre objetos geométricos; nesse caso, durante a construção do Cenário Animado Cubo na esteira. Os Cenário Animados são construções envolvendo elementos matemáticos em uma cena com movimento. Conclui-se que no processo de construção, o software permitiu explorar o objeto construído, associando a sua nomenclatura, as características da representação e os comandos informados ao GeoGebra. Movimentos realizados sobre os objetos construídos colaboram para identificar posições não prototípicas, ao associar mais de uma componente figural ao mesmo objeto. Ainda, as janelas de visualização 2D e 3D foram utilizadas de maneira simultânea, permitindo estabelecer relação entre objetos geométricos planos e espaciais, evidenciando que eles não são disjuntos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.generic.paperbuzz.metrics##

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Camila Maria Koftun, niversidade Estadual do Paraná (UNESPAR), União da Vitória, Paraná, Brasil.

Mestra em Educação Matemática pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Bolsista: Designer Educacional – Residência Técnica em Gestão da Segurança Pública, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), União da Vitória, Paraná, Brasil. Endereço: Praça Coronel Amazonas, s/n, centro, União da Vitória – PR, CEP: 84600-185. E-mail: 

Maria Ivete Basniak, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), União da Vitória, Paraná, Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professora Associada do Colegiado de Matemática e Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), União da Vitória, Paraná, Brasil. 

Referências

ALVES, G. S.; SAMPAIO, F. F. O Modelo de Desenvolvimento do Pensamento Geométrico de Van Hiele e Possíveis Contribuições da Geometria Dinâmica. Revista de Sistemas de Informação da FSMA, n. 5, p. 69-76, 2010. Disponível em: http://www.fsma.edu.br/si/edicao5/FSMA_SI_2010_1_Principal_2.pdf

AMÂNCIO, R.; GAZIRE, E. O desenvolvimento do pensamento geométrico e as contribuições dos recursos didáticos no estudo dos quadriláteros. VIDYA, v. 35, n. 2, p. 113-127. 2015. Disponível em: https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/VIDYA/article/view/589

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Ministério da Educação, Brasília. 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf

BUENO, A. C.; BASNIAK, M. I. Construcción de escenarios en GeoGebra en la movilización de conocimientos matemáticos por alumnos con altas habilidades/superdotados. Revista Paradigma (Extra 2), v. XLI, p. 252-276, 2020. https://doi.org/10.37618/PARADIGMA.1011-2251.0.p252-276.id895

CARVALHO, L. Análise da Organização Didática da Geometria Espacial Métrica nos Livros Didáticos. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Matemática). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, Brasil, 2008. Disponível em: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/11334

FONSECA, M. C. F. R.; LOPES, M. P.; BARBOSA, M. G. G.; GOMES, M. L. M.; DAYRELL, M. M. M. S. S. O ensino de Geometria na Escola Fundamental: três questões para a formação do professor dos ciclos iniciais. 3 ed. Autêntica Editora. Belo Horizonte, 2011.

LIMA, A. F.; ALMEIDA J. J. P. Do sensível às ideias: uma proposta de ensino de geometria, dos aspectos empíricos aos dedutivos. Revista Principia. n. 28, p.111 – 120, 2015. Disponível em: https://periodicos.ifpb.edu.br/index.php/principia/article/viewFile/478/336

LORENZATO, S. Porque não ensinar Geometria? A Educação Matemática em Revista. SBEM, n. 4, p. 3-13, 1995. Disponível em: http://professoresdematematica.com.br/wa_files/0_20POR_20QUE_20NAO_20ENSINAR_20GEOMETRIA.pdf

MACHADO, E. Explorando invariantes geométricos com o GeoGebra: uma seleção para a sala de aula. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática). Universidade Federal Fluminense. Rio de Janeiro, Brasil, 2015.

MACHADO, E.; BORTOLOSSI, H. J.; ALMEIDA JUNIOR, R. Explorando Geometria 2D e 3D na Escola Básica com O Software Gratuito GeoGebra para Smartphones e Tablets. 1 ed. Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de Janeiro. 2019. Disponível em: https://anpmat.org.br/wp-content/uploads/2019/06/geometria-2d-e-3d-corrigido.pdf.

MALFATTI, S.; ENGERS, E.; RIBAS, J.; NUNES, M.; FRANCISCO, D. LOGO 3D – Uma Ferramenta Auxiliar no Aprendizado da Geometria Espacial. Anais do XIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, Brasil, 2002.

PAVANELLO, R. M. O Abandono do Ensino de Geometria no Brasil: Causas e Consequências. Zetetiké, v.1, n.1, p. 7-17, 1993. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646822

PIROLA, N.; CARVALHO, A.; NASCIMENTO, H.; MARIANI, J.; MONGER, W. Um estudo sobre a formação do conceito de triângulo e paralelogramo em alunos do ensino fundamental: uma análise sobre os atributos definidores e exemplos e não-exemplos. Anais do VIII ENEM, Brasil. 2004. Disponível em: http://www.sbem.com.br/files/viii/pdf/02/CC13767112817.pdf

ROGENSKI, M.; PEDROSO, S. O Ensino da Geometria na Educação Básica: realidade e possibilidades. Paraná, Brasil. 2019. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/44-4.pdf

SANTOS, N.; ROSA, M.; SOUSA, D. Os Sólidos Geométricos na Educação Brasileira: Comparativo entre PCN e BNCC. JIEEM, v.14, n.1, p. 99-109, 2021. https://doi.org/10.17921/2176-5634.2021v14n1p99-109

VILAÇA, M. Investigando o processo de Gênese Instrumental de licenciandos em Matemática ao utilizarem o Geoplano durante a realização de atividades sobre quadriláteros. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica). Universidade Federal de Pernambuco. Recife, Brasil. 2018. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32297

Downloads

Publicado

2023-12-18

Como Citar

KOFTUN, C. M.; BASNIAK, M. I. ABORDANDO PROPRIEDADES CONCEITUAIS E FIGURAIS DE OBJETOS GEOMÉTRICOS EM CONSTRUÇÕES NO GEOGOEBRA. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, Brasil, v. 11, n. 1, p. e23113, 2023. DOI: 10.26571/reamec.v11i1.16862. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/16862. Acesso em: 20 jun. 2024.