FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE E ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA LICENCIATURA EM QUÍMICA: PERCEPÇÕES E EXPERIÊNCIAS DE ALUNOS CONCLUINTES

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v9i3.12034

Palavras-chave:

Docência, Estágio Curricular Supervisionado, Licenciatura em Química

Resumo

O estudo objetiva analisar a percepção de licenciandos sobre o Estágio Curricular Supervisionado na Licenciatura em Química a partir de suas experiências, e discutir o estágio como um espaço teórico-prático e de reflexão sobre a docência. Partindo da reflexão sobre o estágio e a crítica à compreensão reducionista deste como a hora da prática, foi desenvolvido um estudo qualitativo-descritivo, tendo como lócus o curso de Licenciatura em Química de uma instituição federal de ensino superior no interior do Ceará, com a participação de três licenciandos que responderam a cinco perguntas subjetivas sobre o estágio, sendo as respostas analisadas a partir de suas significações e sentidos. Os resultados indicam no contexto investigado a predominância de estágios como prática burocrática, imitação de modelos e distante da perspectiva reflexivo-investigativa, assim como a visão crítica dos licenciandos acerca dos limites dessa perspectiva formativa. Contudo, mesmo diante das adversidades vivenciadas ao longo do estágio, os alunos o percebem como um momento importante para sua formação inicial.  

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.generic.paperbuzz.metrics##

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Wanderson Diogo Andrade da Silva, Universidade Regional do Cariri (UFCA), Crato, Ceará, Brasil.

Professor substituto da Universidade Regional do Cariri (URCA), lotado no Departamento de Química Biológica. Doutorando em Educação (UFMG), Mestre em Educação (UFC), especialista em Orientação e Mobilidade (IFCE) e em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (UFC), Licenciado em Química (IFCE - Iguatu) e em Pedagogia (UNINTER). Trabalhou como professor substituto da Universidade Estadual do Ceará (UECE/Fecli), e em escolas da rede pública estadual de ensino médio no Ceará. É integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Ensino de Ciências (GEPENCI/UFC/CNPq), do Grupo de Pesquisa em Educação, Letras e Linguística (GPEL/IFCE-Iguatu/CNPq) e do Grupo de Pesquisa Universitátis (FaE/UFMG/CNPq). Associado da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ), da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC) e da Associação Nacional de Didática e Práticas de Ensino (ANDIPE). Pesquisa Educação Química, com ênfase em formação de professores(as), ensino de Química/Ciências e diversidade na escola.

Bruno Miranda Freitas, Universidade Estadual do Ceará (UFCA), , Fortaleza, Ceará, Brasil.

Doutorando em Educação na Linha Formação, Didática e Trabalho Docente pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Mestre em Educação na Linha Educação, Currículo e Ensino pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira (PPGE) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica pela Faculdade do Maciço de Baturité (FMB). Graduado em Ciências da Natureza e Matemática com habilitação em Biologia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Formador Regional de Ciências da Natureza na CREDE 8. Integrante do Grupo de Pesquisa Educação, Diversidade e Docência - EDDocência/UNILAB, e do Grupo de Pesquisa e Extensão Laboratório de Educação Matemática - LEDUM/UFC (www.ledum.ufc.br) cadastrados no diretório de Grupos de Pesquisas do CNPq. Têm experiência na área de Educação atuando nos seguintes temas: Ensino de Ciências, Estágio Supervisionado, Construção da Profissionalidade Docente, Educação de Jovens e Adultos, Formação de Professores, Histórias de Vida em Formação e Pesquisa (Auto)Biográfica.

Claudia Christina Bravo e Sá Carneiro, Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil.

Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Ceará (1972), graduação em Química pela Universidade Federal do Ceará (1971), mestrado em Química Inorgânica pela Universidade Federal do Ceará (1983) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (1998). Atualmente é professora colaboradora/ da Universidade Estadual do Ceará e professor permanente - doutora - pós-doutora da Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, ensino superior, ensino de ciências, formação de professores de ciências, ensino de química e formação do professor de química. 

 

 

Elisangela André da Silva Costa, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Redenção, Ceará, Brasil.

Graduada em Letras pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em Pedagogia pela Faculdade Evangélica do Piauí (FAEPI). Especialista em Gestão Escolar pela Universidade Estadual de Santa Catarina e em Educação Biocêntrica pela Universidade Estadual do Ceará. Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Ceará. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Pós-Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). É professora adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, onde atua como professora nos cursos de licenciatura do Instituto de Ciências Exatas e da Natureza (ICEN/ UNILAB), nas disciplinas de Didática e Práticas Educativas; como professora colaboradora no Mestrado Acadêmico em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis (MASTS / UNILAB), como professora permanente do Mestrado Profissional em Ensino e Formação Docente (UNILAB/IFCE) e como Coordenadora Institucional do Programa Residência Pedagógica. Atualmente atua como professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (PPGE-UECE), na linha Formação, Didática e Trabalho Docente. Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação, Diversidade e Docência (EDDocência). Membro dos Grupos de Pesquisas sobre Formação do Educador (GEPEFE/USP) e Docência no Ensino Superior e na Educação Básica (GDESB/UECE). Seus temas de interesse são Formação de Professores, Didática, Estágio Supervisionado, Práticas Educativas, Dialogicidade e Interculturalidade.

Referências

FREITAS, Bruno Miranda; COSTA, Elisangela André da Silva; LIMA, Maria Socorro Lucena. O estágio curricular supervisionado e construção da profissionalidade docente. Revista Expressão Católica, Quixadá, v. 6, n. 1, p. 36-42, 2017. http://dx.doi.org/10.25190/rec.v6i1.2090.

GATTI, Bernadete Angelina. Formar professores: velhos problemas e as demandas contemporâneas. Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 12, n. 20, p. 473-477, 2003. https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.v12.n20.

LIMA, Maria Socorro Lucena. A hora da prática. 4. ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2004.

LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e aprendizagem da profissão docente. Brasília: Liber Livro, 2012.

LIMA, Maria Socorro Lucena. Reflexões sobre o estágio/prática de ensino na formação de professores. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 8, n. 23, p. 195-205, 2008. http://dx.doi.org/10.7213/rde.v8i23.4015.

MALDANER, Otavio Aloísio. A formação inicial e continuada de professores de Química: professores/pesquisadores. 4. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2013.

MINAYO, Maria Cecília de Souza; COSTA, António Pedro. Fundamentos teóricos das técnicas de investigação qualitativa. Revista Lusófona de Educação, Lisboa, v. 40, n. 40, p. 139-153, 2018. Disponível em: https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/6439. Acesso em 2 dez. 2020.

MOURÃO, Ireuda da Costa; GHEDIN, Evandro. Formação do professor de Química no Brasil: a lógica curricular. Educação em Perspectiva, Viçosa, v. 10, p. 1-16, 2019. https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v10i0.7155.

OLABUENAGA, José Ignacio Ruiz; ISPIZUA, María Antonia. La descodificación de la vida cotidiana: métodos de investigación cualitativa. Bilbao: Universidad de Deusto, 1989.

OLIVEIRA, Kenia Cristina Moura de; MESQUITA, Nyuara Araújo da Silva. Práxis e identidade docente: entrelaces no contexto da formação pela pesquisa na licenciatura em Química. Química Nova na Escola, São Paulo, v. 40, n. 1, p. 44-52, 2018. http://dx.doi.org/10.21577/0104-8899.20160103.

PENA, Graziele Borges de Oliveira; MESQUITA, Nyuara Araújo da Silva. A profissionalização da carreira docente em Química e o conhecimento profissional do professor: um viés histórico. Revista REAMEC – Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, v. 9, n. 1, e21011, 2021. https://doi.org/10.26571/reamec.v9i1.11294.

PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.

PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência: diferentes concepções. Revista Poíesis, Niterói, v. 3, n. 3, p. 5-24, 2006. https://doi.org/10.5216/rpp.v3i3e4.10542.

PIMENTA, Selma Garrido. Pesquisa-ação crítico-colaborativa: construindo seu significado a partir de experiências na formação e na atuação docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 521-539, 2005. https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300013.

SILVA, Rejane Maria Ghisolfi da; SCHNETZLER, Roseli Pacheco. Concepções e ações de formadores de professores de Química sobre estágio supervisionado: propostas brasileiras e portuguesas. Química Nova, São Paulo, v. 31, n. 8, p. 2174-2183, 2008. https://doi.org/10.1590/S0100-40422008000800045.

SILVA, Wanderson Diogo Andrade da; CARNEIRO, Claudia Christina Bravo e Sá. A licenciatura em Química como espelhamento do bacharelado e a desprofissionalização docente em pauta: um olhar sobre pesquisas de pós-graduação através do estado da questão. Debates em Educação, Maceió, v. 12, n. 28, p. 438-454, 2020. https://doi.org/10.28998/2175-6600.2020v12n28p438-454.

SILVA, Wanderson Diogo Andrade da. História e memória do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Ceará (1995-2019): entre concepções e identidades curriculares. 2020. 265f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/53027/1/2020_dis_wdasilva.pdf. Acesso em: 5 jan. 2021.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.

UHMANN, Rosangela Inês Matos; ZANON, Lenir Basso. Caminhos de um estágio de docência com foco numa prática escolar, entrecruzando a formação inicial e continuada. Vidya, Santa Maria, v. 30, n. 2, p. 33-43, 2010. Disponível em: https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/VIDYA/article/view/309/282. Acesso em: 18 dez. 2020.

Downloads

Publicado

2021-09-17

Como Citar

SILVA, W. D. A. da .; FREITAS, B. M.; CARNEIRO, C. C. B. e S. .; COSTA, E. A. da S. FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE E ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA LICENCIATURA EM QUÍMICA: PERCEPÇÕES E EXPERIÊNCIAS DE ALUNOS CONCLUINTES. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, [S. l.], v. 9, n. 3, p. e21071, 2021. DOI: 10.26571/reamec.v9i3.12034. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/12034. Acesso em: 25 out. 2021.