METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM POSSÍVEIS AO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA

Autores

DOI:

10.26571/reamec.v8i2.9422

Palavras-chave:

Metodologias ativas de aprendizagem. Educação cientifica. Práticas contextualizadas.

Resumo

Este artigo resulta de um estágio de pós-doutoramento em ensino de ciências e matemática da Universidade Federal do Amazonas, e teve como objetivo identificar e especificar metodologias ativas de aprendizagem, considerando um conjunto de práticas e de técnicas contextualizadas, viáveis ao ensino de ciências e matemática. Para isso, utilizou-se uma metodologia de abordagem qualitativa com características de pesquisa descritiva. A constituição dos dados, compreendeu o período de 2015 a 2020, selecionando-se textos com relações diretas com o tema, através de análise de Revisão Sistemática da Literatura (RSL). Os resultados identificaram dezessete métodos ativos que valorizam e estão relacionados à autonomia e protagonismo estudantil, dessa forma contribuindo para o estudo do tema por professores e/ou formadores de professores, e para o fortalecimento da educação científica. As metodologias ativas, são representadas principalmente por modelos de aprendizagem baseada em projetos, atividades colaborativas e solução de problemas reais, aproveitando recursos tecnológicos, tendo alto potencial pedagógico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.generic.paperbuzz.metrics##

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Carlos José Tridade da Rocha, UFPA/PPGEAA/Campus Castanhal UFAM/PPGECIM/PROCAD

Doutorado em Educação em Ciências e Matemáticas (UFPA). Mestrado em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática (UFABC/SP), Mestrado em Ciência de la Educación (UAA/PY), Especialização em Metodologia do Ensino Superior (UCAM/RJ), Especialização em Educação Social para Juventude (UFPA), Pedagogia (2ª Licenciatura/Unicesumar), Licenciatura Plena em Ciências Naturais/Química (UEPA), Membro do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão: FormAÇÃO de professores de Ciências (UFPA/Campus Castanhal), do Grupo Transformação de professores de Ciências e Matemática (UFPA) e Interações Dialógicas na Experimentação Investigativa em ações do Clube de Ciências da UFPA/Campus Castanhal. Pós-Doutorando em Ensino de Ciências e Matemática (PROCAD/PPGECIM/UFAM 2019-2020). Atualmente é professor SEDUC/Pará e professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos da Amazônia (PPGEAA/UFPA/Campus Castanhal). Realiza atividades de pesquisa, ensino e extensão com o objetivo de permitir práticas criativas experimentais no ensino por investigação; metodologia de pesquisas, formação de professores e desenvolvimento profissional docente.

Sidilene Aquino de Farias, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Química, mestrado em Química de Produtos Naturais pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É doutora em Ciências (área de concentração: Química) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora Associada I da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Química, com: cromatografia, separação e identificação de classes lipidicas, ácidos graxos (peixes e oleos vegetais), análise de combustíveis. Atualmente desenvolve pesquisas na área de Educação Química, principalmente nos seguintes temas: formação de professores, ensino médio, materiais didáticos e experimentação no ensino.

Referências

ABREU, J. R. P. Contexto Atual do Ensino Médico: Metodologias Tradicionais e Ativas - Necessidades Pedagógicas dos Professores e da Estrutura das Escolas. 2002. 105 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2009.

AJELLO, A. M. Professores e Discussões: Formação e Prática Pedagógica. In: PONTECORVO, C.; AJELLO, A. M.; ZUCCHERMAGLIO, C. Discutindo se Aprende: Interação Social, Conhecimento e Escola. Porto Alegre, RS: Artmed. 2005.

ANDRADE, C. N. R. Aprendizagem Cooperativa: Estudo com alunos do 3.º CEB (227 f.). Dissertação de Mestrado, Ensino das Ciências, Escola Superior de Educação de Bragança, Bragança, Portugal. 2011.

ARONSON, E. The jigsaw classroom. Beverly Hills: Sage Publications. 1978,

BARBOSA, E. F.; MOURA, D. G. Metodologias ativas de aprendizagem na Educação Profissional e Tecnológica. Boletim Técnico do Senac, v. 39, n. 2, 2013, p.48-67.

BARONE, T. Beyond theory and method: a case of critical story-telling. Theory into practice, v. 31, n.2, 1992, p. 42-146.

BARROWS, H.; TAMBLYN, R. M. Problem-Based Learning: An Approach to Medical Education. New York: Spring Publishing Company. 1980.

BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, v. 32, n.1, 2011, p. 25-40.

BERBEL, N. A. N. O Problema de Estudo na Metodologia da Problematização. In: Berbel, N. A. N. (org.) Exercitando a reflexão com conversas de professores. Londrina, PR: Grafcel. 2005.

BERWANGER O. Como avaliar criticamente revisões sistemáticas e metanálises? Rev Bras Ter Intensiva. v. 19, n. 4, 2007, p. 475-480.

BOJE, D. M. Stories o the storytelling organization: a postmodern analysis of Disney as “Tamara-Land”. Academy of Management Journal, v. 38, Iss. 4, 1995, p. 997,39.

BORGES, T. S.; ALENCAR, G. Metodologias ativas na promoção da formação crítica do estudante: o uso das metodologias ativas como recurso didático na formação crítica do estudante do ensino superior. Cairu em Revista, v. 3, n. 4, 2014, p. 119-143.

BROWN, T. Design thinking. Harvard Business Review, v. 86, n. 6, 2008, p. 85-92.

BROWN, Tim. Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias design thinking. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, 249 p.

CARVALHO B. Gamificação: vivendo através de conceitos de jogos. Jogos Digitais Unicap. 27 de setembro de 2012. Disponível em http://www.unicap.br/tecnologicos/jogos/?p=1050. Acesso em 19 abr. 2015.

CARVALHO, A. B. G.; BLEY, D. P. Cultura maker e o uso das tecnologias digitais na educação: construindo pontes entre as teorias e práticas no Brasil e na Alemanha. Revista Tecnologias na Educação, v/n. 26, 2018, p. 21-40.

CILLERUELO, L.; ZUBIAGA, A. Una aproximación a la Educación STEAM. Prácticas educativas en la encrucijada arte, ciencia y tecnologia. 2014.

COLOSI, J. C.; ZALES, C. R. Jigsaw cooperative learning improves biology lab courses. Bioscience, v. 48, n. 2, 1998, p. 118-124.

CROUCH, C.; MAZUR, E. Peer Instruction: Ten Years of Experience and Results. American Journal of Physics, v. 69, n. 9, 2001. p. 970-977.

DANTAS, D. M. C. M; et al. Metodologia steam: perspectivas na formação de professores. Anais... IV Simpósio LASERA. Manaus. 2018.

DEVRIES, D. L.; MESCON, I. T.; SHACKMAN, S. L. Teams-Games- Tournament in the Elementary Classroom: A Replication (Tech. Rep. nº. 190). Baltimore: Johns Hopkins University, Center for Social Organization of Schools. 1975.

DIESEL, A.; BALDEZ, A. L. S.; MARTINS, S. N. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema. V. 14, n. 1, 2017, p. 268-288.

FERREIRA, L. N. A.; QUEIROZ, S. L. Textos de divulgação científica no ensino de ciêncas: uma revisão. Alexandria Rev. de Ed. em Ciência e Tecn, v. 5, n. 3, 2012, p. 3-31.

FLICK, U. Introdução a pesquisa qualitativa. Ttradução Joice Elias Costa. 3ª ed. dados eletrônicos. Porto Alegre. Artmed. 2016.

GEE, J. P. Bons videogames e boa aprendizagem. Revista Perspectiva, Florianópolis, v. 27, nº 1, p. 167-178, jan./ jun. 2009. Disponível em http://www.perspectiva.ufsc.br. Acesso em 19 abr. 2015.

HATTIE, John. Aprendizagem visível para professores. São Paulo: Penso, 2017.

HUNG, W.; JONASSEN, D. H.; LIU, R. Problem-Based Learning. In: SPECTOR, M.; MERRIL, M. D.; BISHOP, M. J. (eds.). Handbook of research on educatioal communications and technology. New York: Lawrence Erlbaum Associates. 2008.

KUPERS, W. Phenomenology o embodied implicit and narrative knowing. Journal of Knowledege Management, Kempeston, v. 9, Iss.6, 2005, p. 114,20.

LOVATO, F. L.; et al. Metodologias ativas de aprendizagem: uma breve revisão. Acta Scientiae, v. 20, n. 2 2018, p. 154-171.

MICHAELSEN, L. K.; SWEET, M. The essential elements of Team-Based Learning. New Directions for Teaching and Learning. Special Issue: Team-Based Learning: Small Group Learning’s Next Big Step, n. 116, 2008, p. 7-27.

NARDI, R.; ALMEIDA, M. J. P. M. Investigação em ensino de ciências no Brasil segundo pesquisadores da área: alguns fatores que lhe deram origem. Pro-Posições, v. 18, n. 1(52), 2007, p. 213-225.

PEREIRA, R. Método Ativo: Técnicas de Problematização da Realidade aplicada à Educação Básica e ao Ensino Superior. In: Anais... VI Colóquio internacional. Educação e Contemporaneidade. São Cristóvão, SE. 2012.

RAVINDRANATH, D.; GAY, T. L.; RIBA, M. B. Trainees as teachers in team-based learning. Academic Psychiatry, v. 34, n. 4, 2010, p. 294-297.

ROCHA, C. J. T.; MALHEIRO, J. M. S.; TEIXEIRA, O. P. B. Experimentação investigativa e produção do sujeito Creare experimentalis em um Clube de Ciências. Anais... I EEdCM. Encontro de Educação em Ciências e Matemática – Educação em Ciências e Matemática: tendências e proposições. UFSCar. São Paulo. 2018.

REIS, E, F.; et al. Espaços Não Formais de Educação na Prática Pedagógica de Professores de Ciências. Revista REAMEC, Cuiabá - MT, v. 7, n. 3, 2019, p. 23-36.

SAMPIERI, R.H., COLLADO, C.F., LUCIO, P.B. Metodologia da Pesquisa. tradução: Fátima Conceição Murad, Melissa Kassner, Sheila Clara Dystyler Ladeira; revisão técnica e adaptação Ana Gracinda Queluz Garcia, Paulo Heraldo Costa do Valle. – 3ª ed. – São Paulo: McGraw-Hill, 2006.

SILVEIRA, F. Design & Educação: novas abordagens. P. 116-131. In: MEGIDO, V. F. (Org.). A Revolução do Design: onexões para o séulo XXI. São Paulo: Editora Gente, 2016.

SLAVIN, R. E. Cooperative Learning and Student Achievement. In: SLAVIN, R. E. (ED.). School and classroom organization. New Jersey: Lawrence Erlbaum. 1989. Disponível em: < https://www.scirp.org/(S(lz5mqp453edsnp55rrgjct55))/reference/ReferencesPapers.aspx?ReferenceID=2597623> Acesso em: 26. Mar. 2020.

VELTMAN, K. Edutainment, technotainment and culture. Civitá Annual Report 2003, Florence: Giunti, 2004. Disponível em: http://www.sumscorp.com/articles/pdf/2004%20Edutainment,%20Technotainment%20and%20Culture.pdf > Acesso em: 28. Mar. 2020.

VASCONCELLOS, M. M. M. Aspectos pedagógicos e filolóficos da metodologia da problematização. In: BERBEL, N. A. N. Metodologia da problematização: fundamentos e aplicações. Londrina, PR: EDUEL. 1999.

VERDUM, P. Prática Pedagógica: o que é? O que envolve? Revista Educação por Escrito. PUCRS, v.4, n.1, jul. 2013. p 91.

WATKINS, J.; MAZUR, E. Using JiTT with peer instruction: In: SIMKINS, S.; MAIER, M. (eds.) Just in Time Teaching Across The Disciplines. Sterling: Stylus Publishing. 2010.

Downloads

Publicado

2020-04-30

Como Citar

ROCHA, C. J. T. da; FARIAS, S. A. de. METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM POSSÍVEIS AO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA. REAMEC - Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 69-87, 2020. DOI: 10.26571/reamec.v8i2.9422. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/9422. Acesso em: 25 set. 2020.