Permanecer na luta, para uma democracia radical e plural nas políticas de currículo

Autores

  • Érika Virgílio Rodrigues da CUNHA erikavrcunha@ufmt.br
    UFMT

DOI:

10.29286/rep.v28i68.8394

Palavras-chave:

Política Curricular. Base Nacional Comum Curricular. Normatividade. Democracia radical e plural.

Resumo

O artigo problematiza a normatividade que anima a pretensão democrática da política de Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de realizar a formação de um sujeito universal abstrato. A partir de uma pesquisa mais ampla de matriz pós-estrutural, foca o texto da BNCC divulgado pelo Ministério da Educação em dezembro de 2017 para discutir a inconsistência e os limites dessa pretensão e defender a potência política da noção de democracia radical e plural no pensamento pós-fundacional e pós-estrutural da teoria do discurso para a luta por educação.

 

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Biografia do Autor

Érika Virgílio Rodrigues da CUNHA, UFMT

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PROPED) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Pós-doutora também pela UERJ com Bolsa PDJ pelo CNPq. Professora Adjunta no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Rondonópolis (CUR). Professora do Departamento de Educação, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, do Campus Universitário de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato Grosso. E-mail: erikavrcunha@ufmt.br

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Publicado

2019-05-20

Como Citar

CUNHA, Érika V. R. da. Permanecer na luta, para uma democracia radical e plural nas políticas de currículo. Revista de Educação Pública, [S. l.], v. 28, n. 68, p. 357–377, 2019. DOI: 10.29286/rep.v28i68.8394. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/8394. Acesso em: 24 jul. 2024.