Este dossiê propõe reunir pesquisas, reflexões teórico-metodológicas e experiências educativas que articulam os campos da História e da Educação a partir das comunidades tradicionais, com especial atenção às comunidades quilombolas. Parte-se da compreensão de que essas comunidades não constituem apenas objetos de investigação, mas sujeitos históricos e epistêmicos, produtores de saberes, memórias, narrativas e práticas educativas historicamente marginalizadas pelos regimes coloniais e pelas epistemologias hegemônicas. A proposta dialoga com debates contemporâneos da historiografia e da educação que problematizam os limites dos arquivos oficiais e ampliam o reconhecimento de outras fontes históricas, como a oralidade, a memória, a ancestralidade e as experiências corporais. Nesse sentido, o dossiê compreende a História como um campo em disputa, atravessado por relações de poder, silenciamentos e assimetrias raciais, territoriais e epistêmicas. O território é entendido como espaço de produção de saberes, inscrição de memórias coletivas e elaboração de práticas educativas próprias. Assim, pedagogias do território, educação escolar quilombola e experiências formativas situadas emergem como chaves analíticas para repensar currículos, metodologias e práticas pedagógicas sensíveis às experiências históricas dessas comunidades. O dossiê acolhe contribuições que discutam educação escolar quilombola, didática quilombista, letramento étnico-racial e formação docente, bem como estudos sobre políticas públicas e disputas em torno do direito à educação contextualizada. Também incentiva pesquisas sobre infâncias e juventudes negras e quilombolas em seus processos educativos dentro e fora da escola. Do ponto de vista metodológico, a proposta dialoga com abordagens da História Oral, História Social e Pública, etnografia e metodologias participativas, valorizando o compromisso ético e político dos(as) pesquisadores(as) com os sujeitos e territórios pesquisados. Ao reunir diferentes perspectivas, o dossiê busca fortalecer produções de conhecimento contra-hegemônicas e contribuir para a renovação dos debates nos campos da História e da Educação.
Proponentes:
Hellen Vivian Moreira dos Anjos – Professora de Didática e Fundamentos da Educação no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG e coordenadora da Licenciatura em Educação Escolar Quilombola.
Patrícia Giselia Batista – Professora Visitante do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Linguagem e Sociedade (PPGELS), DCH VI/Universidade Estadual da Bahia. Membra do NEGUEM/UFU e integrante do NEABI/IFNMG.
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Saiba mais sobre Chamada Pública para envio de artigos para o dossiê "História, Educação, Território e Comunidades Tradicionais" (prazo: 30 de agosto de 2026)
O presente Dossiê tem como objetivo discutir a Amazônia brasileira sob a perspectiva da fronteira enquanto categoria histórica e analítica, resultante de processos de expansão territorial, institucional e econômica associados à lógica da acumulação capitalista, tendo como ponto de partida a “Operação Amazônia”, no contexto pós-1964. Parte-se do entendimento de que a fronteira não constitui um espaço “vazio” nem um limite físico ou uma posição territorial fixa, mas sim um território marcado por conflitos socioeconômicos e ambientais, frequentemente atravessado por processos de apropriação indevida, espoliação e expropriação coercitiva da terra, além de intensas reconfigurações institucionais-administrativas, razão pela qual a fronteira constitui elemento importante da formação territorial e das disputas de poder no Brasil e, por isso, segue sendo essencial para interpretar a Amazônia contemporânea, sobretudo diante da intensificação recente dos conflitos territoriais, das pressões sobre os recursos naturais e da redefinição do papel do Estado e do capital que conformam a região. Nesse contexto, urge compreender a fronteira como elemento necessário à articulação entre a história e a economia, em diálogo com contribuições interdisciplinares e de áreas afins, de modo a qualificar analiticamente os debates nacionais e internacionais, clássicos e contemporâneos, sobre frentes de expansão, frentes pioneiras, processos de contenção e intensificação, multiplicidade identitária, bem como outras formas de conflito associadas à acumulação capitalista na região. Portanto, este Dossiê busca fomentar um debate crítico e historicamente qualificado sobre as múltiplas fronteiras da Amazônia, ampliando a reflexão acerca dos sentidos, dos limites e das contradições do desenvolvimento capitalista, além de contribuir para o avanço das interpretações históricas, teóricas e empíricas sobre os processos de formação e transformação territorial no contexto amazônico.
Proponentes: Prof. Dr. André Cutrim Carvalho da Faculdade de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia da Universidade Federal do Pará; Prof. Dr. Pere Petit Peñarrocha da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Pará; e Profa. Dra. Alana Paula de Araújo Aires do Instituto Federal do Pará, Campus Santarém.
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Saiba mais sobre Chamada Pública para envio de artigos para o dossiê "A AMAZÔNIA BRASILEIRA COMO FRONTEIRA HISTÓRICA: ESTADO, CAPITAL E DISPUTAS PELO PODER A PARTIR DE 1964" (prazo: 20 de maio de 2027)
Este Dossiê propõe debater questões a partir das relações entre História e Performance Musical, tendo como cenário o espaço ibero-afro-americano. A questão surge no escopo do tema Arte e Vida, fundamentado pelo filósofo Luigi Pareyson, que propugna como a vida penetra na arte, assim a arte age na vida – por essa natureza dupla, a arte pode acompanhar a experiência da humanidade e refletir a situação histórica, e, ao mesmo tempo, a arte exige ser praticada por si própria, bastando-se. Há nisso um diálogo com Richard Schechner, ampliando conceitos de Performance para ações do cotidiano. Interessa-nos casos que ocorram no espaço multifacetado ibero-afro-americano, lugar multitemporal, transversalizado por dimensões interculturais e, ainda, em trânsito. Com foco na performance musical ao longo da história, são bem-vindas temáticas de Pedagogia da Performance, prática historicamente informada, intervenções dentro e fora de espaços convencionais (Thomas Turino), proposições artísticas fora do mainstream, relação colaborativa compositor-intérprete-públicos, compreendendo tais agentes como instâncias interdependentes do processo artístico; modos de trabalho que diluam hierarquias e promovam a coautoria; processos compartilhados, estratégias de envolvimento de públicos, autorias, mediação, ética e contextos sociopolíticos; o tema da colaboração como método de criação e como forma de produção de conhecimento; os estudos de Interpretação Historicamente Informada, como prática entre músicos dos séculos XX e XXI, fundamentada na reconstituição das circunstâncias e dos fatores determinantes para a gênese, interpretação, circulação e recepção de uma obra musical (Maldonado & Roquer); estudos que contemplem o conceito de Paisagem Sonora Histórica, a partir de projetos de representações sonoras de eventos históricos e abordagens relacionadas ao contexto urbano, às sensibilidades e emoções que dão protagonismo à cultura aural do passado, em que o som tenha uma participação ativa; a pesquisa artística contemporânea, considerando o corpo, a ação, o tempo e a presença como operadores epistemológicos (Robin Andrew Nelson); problematização de metodologias experimentais e modelos acadêmicos tradicionais; abordagens interdisciplinares e situadas, relatos de processos artísticos e investigações baseadas na prática. Proponentes: Profa. Dra. Teresinha Prada – Faculdade de Comunicação e Artes (Universidade Federal de Mato Grosso); Prof. Dr. Leonardo Feichas – Departamento de Música (Universidade de Brasília) e Prof. Dr. Rodrigo Teodoro de Paula – Centro de Estudos Humanísticos - CEHUM (Universidade do Minho/Portugal).
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Saiba mais sobre Chamada Pública para envio de artigos para o Dossiê "Histórias e Performances Musicais no espaço ibero-afro-americano" (prazo: 20 de maio de 2026)
1. Histórias e Performances Musicais no espaço ibero-afro-americano; 2. História, Educação e Comunidades Tradicionais: narrativas, silêncios e saberes contra-hegemônicos; 3. A Amazônia brasileira como fronteira histórica: Estado, capital e disputas pelo poder a partir de 1964 (nos próximos dias, entraremos em contato com os organizadores e as organizadoras para o planejamento do trabalho). Agradecemos a todos e todas que enviaram propostas.
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Saiba mais sobre Propostas de Dossiês aprovadas para 2026.1, 2026.2 e 2027.1
A presente chamada tem por objetivo a convocação de pesquisadores(as) doutores(as) da área de História e áreas afins para a proposição de dossiês temáticos para as seguintes edições da Revista Territórios & Fronteiras para os seguintes períodos: 2026.1, 2026.2 e 2027.1. Cronograma: lançamento da chamada 03/11/2025; data limite de submissão de propostas: 01/02/2026; divulgação das propostas aprovadas: 10/02/2026.
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Saiba mais sobre CHAMADA PÚBLICA – PROPOSIÇÃO DE DOSSIÊS TEMÁTICOS PARA A REVISTA TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS
Chamada Pública para Dossiê "Idade Média, relações de gênero e realidade contemporânea: interpretações, disputas e apropriações" - Proponentes: Carolina Gual da Silva – Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e Sofia Membrado - Instituto de Historia Antigua, Medieval y Moderna (Universidad de Buenos Aires) (PRAZO 30 DE SETEMBRO DE 2025)
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Saiba mais sobre Atenção: novo para submissão de artigos 30 DE SETEMBRO DE 2025
Chamada Pública para dossiê "História Oral, História Pública e Movimentos Sociais no Tempo Presente" - Proponentes: Jimena Perry (Iona University, EUA), Juniele Râbelo de Almeida (UFF, Brasil) e Tatyana de Amaral Maia (UFJF, Brasil) (prazo de envio: 20 de setembro de 2024)
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Saiba mais sobre Novo prazo!
Chamada Pública para Dossiê "Histórias esquecidas de mulheres artistas" - Proponentes: Cláudia de Oliveira (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Paula Guerra (Universidade do Porto) (prazo prorrogado até 30 de abril de 2024)
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Saiba mais sobre Atenção!
A Revista Territ´órios & Fronteiras agora tem um novo perfil no Instagram. Não deixem de nos seguir! (https://www.instagram.com/territorios_e_fronteiras/)
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Saiba mais sobre Novidades
A partir do dia 18 de maio de 2023, a Revista Territórios e Fronteiras terá o endereço territoriosefronteiras.ighd@ufmt.br como seu principal email de contato. Os demais continuarão valendo ao longo das próximas semanas até que a transição seja totalmente concluída.
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Saiba mais sobre Novo e-mail da Revista Territórios e Fronteiras
Este dossiê, ora divulgado pela Revista Territórios e Fronteiras, cujo tema é “Historiografia e Ensino de História”, apresenta um conjunto de artigos de investigadores nacionais e internacionais. Os artigos sinalizam questões acerca de uma renovação que vem ocorrendo no campo do ensino de História, a partir de um diálogo mais próximo e fundamentado com a teoria e a filosofia da História. No intuito de apresentar sistematizações de pesquisas e desafios à reflexão, o dossiê inclui debates teóricos e metodológico sobre temas como formação do pensamento histórico e as novas tendências de investigação na área da Didática da História no Brasil e em outros países. Ademais, remete a um diálogo com o pensamento do historiador Jörn Rüsen, no que se refere a um dos problemas cruciais da relação entre historiografia e ensino de história, pois coloque em questão a História Universal no pensamento contemporâneo. Os artigos apresentados buscam situar o problema da Didática da História na natureza da relação com a teoria e filosofia da História, abrindo possibilidades para se levar em conta alguns princípios que seriam constitutivos da epistemologia deste campo de conhecimento, com implicações para a metodologia do ensino de história.
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Saiba mais sobre Dossiê “Historiografia e Ensino de História”