Revista Territórios e Fronteiras
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<p>A <strong>Revista Territórios e Fronteiras (ISSN 1984-9036) </strong>publica artigos, resenhas, entrevistas, dossiês e edições críticas de documentos relacionados, preferencialmente, à disciplina da História e aos temas associados à constituição de territórios e fronteiras na história, em suas diferentes formas, realidades e dimensões. <span style="text-decoration: underline;">Administrada </span>e <span style="text-decoration: underline;">apoiada financeiramente</span> pelo Programa de Pós-graduação em História da UFMT, cuja área de concentração é "História, Territórios e Fronteiras", a revista tem por meta constituir um espaço de debates e de divulgação da produção científica vinculada a esses temas. O periódico também recebe contribuições interdisciplinares e ligadas a áreas afins, a exemplo da Sociologia, Antropologia, Educação, Geografia, Ciência Política, Relações Internacionais etc. Sua periodicidade é semestral.</p><p>A editoração e manutenção da revista são realizadas pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).</p><p>Visite nossa página no <a href="https://pt-br.facebook.com/RevistaTerritoriosFronteiras"><strong>FACEBOOK</strong>.</a></p><p> </p><p>Veja as próximas <strong>Chamadas para Dossiês Temáticos</strong> em <strong><a href="/territoriosefronteiras/index.php/v03n02/announcement/" target="_blank">NOTÍCIAS</a></strong>.</p>Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)pt-BRRevista Territórios e Fronteiras1984-9036Direitos Autorais para artigos publicados neste periódico são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma licença Creative Commons. Em virtude de os artigos serem publicados nesta revista de acesso público, eles são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.Idade Média, Relações de Gênero e Realidade Contemporânea
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<p>Apresentação do dossiê "Idade Média, Relações de Gênero e Realidade Contemporânea:interpretações, disputas e apropriações"</p>Carolina Gual da SilvaSofia Membrado
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2025-12-312025-12-31182040810.22228/rtf.v18i2.1496Para além do binarismo
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<p>Performatividade, vivência trans e gênero-fluido. Esses são conceitos que não seriam pensados, comumente, em relação ao medievo. Todavia, há de se inquirir as fontes pensando novas formas de se olhar para esse passado. Como pensar esses três conceitos relacionando-os à leitura de fontes produzidas no medievo? Com a finalidade de provocar novos olhares sobre antigas documentações, pretendemos instigar o leitor a pensar para além do binarismo de gênero, a partir da leitura do interrogatório de Eleanor Rykener (1394).</p>Daniele Gallindo-GonçalvesAlexia Francis Peter Demari
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2025-12-312025-12-3118292610.22228/rtf.v18i2.1479As relações institucionais de poder nos relatos hagiográficos sobre Marie d’Oignies (1177-1213)
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<p>O presente artigo busca refletir sobre as possibilidades e limitações de atuação das mulheres em fenômenos bem delimitados pela historiografia, como é o caso das transformações a que a passagem do século XII para o XIII assistiu quanto à participação laica na vida religiosa. Para isso, a análise se concentrou nas relações institucionais de poder, ou seja, no relacionamento estabelecido entre Marie e as autoridades eclesiásticas com as quais ela interagiu de acordo com os textos hagiográficos que constroem sua memória.</p>Andréa Reis Ferreira Torres
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2025-12-312025-12-31182275410.22228/rtf.v18i2.1473"Mais bem fosse eu toda queimada / que, enquanto viva, meu amor / a outro dê que a meu senhor"
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<p>O presente artigo busca analisar, a partir da ossatura temática dos poemas tristanianos (séculos XII–XIII), o amor proibido e as tensões entre dever conjugal e paixão adúltera. Ao contextualizar a história de Tristão e Isolda, busca comparar as lógicas matrimoniais presentes nos poemas mobilizados e discutir modalidades diversas de agência feminina. Reavalia, portanto, o par casamento/adultério à luz do confronto entre as principais versões literárias e as normativas que as atravessam, tomando por base o direito canônico e o vernáculo produzidos e circulados na Irlanda alto-medieval, terra natal de Isolda.</p>Luan Morais
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2025-12-312025-12-31182855510.22228/rtf.v18i2.1463Masculinidade Aristocrática na Inglaterra Alto-Medieval: o caso da Urna de Frank
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<p>Este artigo tem como objetivo discutir a construção de masculinidades aristocráticas na Inglaterra Alto-Medieval. Para tal objetivo, foi selecionada como fonte primária a Urna de Frank (<em>Franks Casket</em>, em inglês), um objeto atribuído à Nortúmbria ou Mércia do século VIII. A hipótese principal da pesquisa é que as masculinidades aristocráticas neste contexto passam pelos seguintes elementos: é produzida em relação ao feminino; de caráter marcial; baseada em um pertencimento ancestral, vinculada a formas históricas e mitológicas.</p>Renato Da Silva
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2025-12-312025-12-311828610910.22228/rtf.v18i2.1472A Arquitetura de uma Mulher como Boa Cristã e Santa
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<p><span style="font-weight: 400;">A mais velha de dez irmãos, Macrina viveu na Ásia Menor do séc. IV EC, no seio de uma família tradicionalmente cristã católica. Figura fundamental do ascetismo oriental, conhecemo-la a partir do penejar de um homem, seu irmão Gregório, bispo de Nissa e autor da </span><em><span style="font-weight: 400;">vita </span></em><span style="font-weight: 400;">dedicada à sua irmã e redigida logo após a sua morte, entre 380 e 383 EC. Dessa forma, esse artigo propõe uma análise histórica da hagiografia </span><em><span style="font-weight: 400;">Vida de Macrina </span></em><span style="font-weight: 400;">sob a perspectiva dos Estudos de Gênero e em consonância ao processo histórico de ascensão do episcopado monárquico. </span></p>WENDELL VELOSO
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2025-12-312025-12-3118211013610.22228/rtf.v18i2.1474A Importância Da História Do Tempo Presente Para A Identificação E Análise Da Inovação Social
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<p>O presente texto apresenta uma resenha do livro “No rural tem inovação social! a trajetória dos processos de mobilização e resistência do assentamento rural Taquaral (Corumbá/MS)”, lançado em 2023, que discute, através da recuperação dos processos históricos e sociais, o surgimento da inovação social no meio rural brasileiro. Diante disso, essa resenha, além de apresentar o livro, busca situar a influência da história do tempo presente para as inovações sociais e, especificamente, para a obra do professor Anderson Luís.</p>Douglas Voks
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2025-12-312025-12-3118219820410.22228/rtf.v18i2.1415Cultura, poder e natureza
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<p>Resenha da obra <em>O Antropoceno e a (in)justiça ambiental: os efeitos do mercúrio causados pelo garimpo nos guardiões da floresta</em>, de Hudson Carlos Avancini Persch (Editora Dialética, 2023).</p>Adaylson Vasconcelos
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2025-12-312025-12-3118220520910.22228/rtf.v18i2.1451Resenha
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<p data-start="139" data-end="803">O que significa chamar algo de antigo? A que se refere a história antiga? Tradicionalmente, esses termos remeteram a uma cronologia específica da história da Europa, ou ao menos àquilo que os europeus reconheciam como seu passado. Contudo, pensar sobre as possibilidades de outras antiguidades é algo extremamente estimulante para ampliar as formas pelas quais produzimos história. É nesse sentido que esta resenha pensa sobre as interpretações de Eduardo Góes Neves em seu livro <em data-start="627" data-end="702">Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia Central</em>, que propõe uma história antiga dos povos da América em uma longa duração e a partir da arqueologia.</p>Eduardo Cardoso Daflon
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2025-12-312025-12-3118221021610.22228/rtf.v18i2.1493Editorial
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<p>Editorial da Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 18, n. 2, jul.-dez., 2025</p>Carlile Lanzieri Júnior
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2025-12-312025-12-31182010410.22228/rtf.v18i2.1497“O Livro dos Islandeses”, de Ari Þorgilsson:
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<p>Este trabalho pretende apresentar um estudo e tradução do <em>Íslendingabók</em>, "O Livro dos Islandeses", escrito por Ari Þorgilsson, documento essencial para a compreensão passado da Islândia medieval. Através de uma breve exposição do que sabemos da vida de Ari, e da discussão sobre suas fontes, fossem orais, fossem escritas, levantamos questões caras ao entendimento da narrativa. A análise e tradução para o português visa proporcionar ao público brasileiro um acesso indireto ao documento, objetivando estimular o interesse nos estudos sobre a Escandinávia. Para tal fim, prezamos por uma equivalência formal, durante o processo de tradução. Nesse sentido, como o leitor poderá observar, os tempos verbais são – sempre que possível – preservados, inclusive trazendo “saltos” repentinos entre uma narrativa no pretérito e, então, no presente. Nesse texto, isso ocorre poucas vezes, sendo uma característica de <em>sagas</em> mais tardias, ainda assim, optamos por preservar essas variações quando ocorrem.</p>Lukas Gabriel GrzybowskiPedro de Araujo Buzzo Costa BotelhoJoão Ricardo Malchiaffava Terceiro Correa
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2025-12-312025-12-3118221724910.22228/rtf.v18i2.1464O físico e o historiador
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<p>No final de 1962, Thomas Kuhn publicou <em>The Structure of Scientific Revolutions</em>, uma obra de filosofia da ciência que recebeu ampla aceitação, notadamente, entre os pesquisadores das ciências humanas e sociais. Em seu trabalho o propósito de Kuhn era o de reformular a imagem das ciências naturais e em sua crítica advogava por um modelo de abordagem histórica dos dados científicos. Em nosso artigo, acompanhamos as ideias acerca do oficio do historiador tal como formuladas em sua publicação de 1962, bem como a recepção de suas teses pela historiografia da época. O trabalho divide-se em duas partes, quais sejam, 1) a trajetória de Kuhn entre estudiosos de seu tempo e as acusações de irracionalismo e relativismo; e 2) a exposição sumarizada de sua compreensão da história, interpretada como uma narrativa paradigmaticamente orientada. Sua perspectiva sobre a historicidade da ciência é aqui contrastada com as concepções de Edward Carr acerca da cientificidade da história. Em seu projeto filosófico, Kuhn avalia que a superação das posições distorcidas sobre a identidade do labor científico – como as fornecidas pelo positivismo lógico e o racionalismo crítico, por exemplo – devia ser uma tarefa não apenas para a filosofia, mas também para o historiador.</p>Thiago CostaAriadne Marinho
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2025-12-312025-12-3118213715510.22228/rtf.v18i2.1382O ensino da História em novos espaços de a´prendizagem
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<p>Ensinar História com o objetivo de promover a construção da cidadania e a emancipação social demanda a identificação de espaços onde os estudantes possam explorar e se constituir como sujeitos históricos. Nesse contexto, a reflexão sobre o aprimoramento do ensino e da aprendizagem torna-se indispensável, uma vez que a História é uma ciência em constante evolução e, à medida que ela se transforma, as práticas pedagógicas devem acompanhar essas mudanças. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a percepção dos professores de História de uma escola de Ensino Fundamental nos anos finais em Ribeira do Pombal, Bahia, sobre o uso de espaços não formais de aprendizagem na prática docente. A metodologia adotada foi de abordagem qualitativa, visando captar as nuances e particularidades das experiências educacionais relatadas. Os resultados do estudo revelaram que os docentes reconhecem a importância de práticas pedagógicas que transcendem os limites físicos da escola, estabelecendo uma interseção com espaços não formais de ensino e aprendizagem. Essa integração contribui para uma conexão mais efetiva dos saberes, promovendo uma aprendizagem mais qualificada e dinâmica. Os professores destacaram que tais práticas não apenas enriquecem o processo educacional, mas também fomentam um entendimento mais profundo e contextualizado da História, engajando os alunos de maneira mais significativa. Em síntese, a pesquisa evidencia que a utilização de espaços não formais de aprendizagem constitui uma estratégia pedagógica valiosa, capaz de potencializar o ensino da História e, consequentemente, contribuir para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade.</p>Neli Galarce MachadoClaudiana Ribeiro Santos
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2025-12-312025-12-3118215617610.22228/rtf.v18i2.1372Sesmarias, apossamentos e latifúndio
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<p>O artigo analisa a apropriação territorial no Oeste Paulista no contexto de expansão da cafeicultura e de implementação da Lei de Terras de 1850. Foram pesquisadas as concessões de sesmarias e as informações contidas nos Registros Paroquiais de Terra sobre apossamentos, comercialização de terras, presença de vizinhos e formação de um latifúndio no Bairro das Araras, então pertencente à Villa de Limeira, entre 1854 e 1857. Os dados também permitiram uma caracterização do processo de fragmentação e concentração fundiária.</p>Luiz Antonio Norder
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2025-12-312025-12-3118217719710.22228/rtf.v18i2.1361