O HIV ENTRE TEMPOS:
Problematizando as políticas de prevenção
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
HIV; Aids; Prevenção Combinada; Profilaxia Pré-Exposição.Resumo
Este ensaio busca retomar as quatro décadas que se passaram desde o começo da epidemia do HIV até o presente, com problematizações disparadas através da arte, da ficção, de histórias de vida e da aproximação com literaturas críticas sobre o campo da saúde. Neste texto, buscamos visibilizar o caráter diverso da epidemia, marcada pelo medo, pelo estigma e pela morte, mas também pela produção de vida, de movimentos sociais e da construção de políticas públicas. Aqui o tempo é noção estruturante, não-linear e descontínua, que faz denúncias à necropolítica e funciona como um analisador de esperanças e desejo de futuros. Como noção utilizada comumente para a experiência da aids e do HIV, o tempo comparece em perguntas que, em meio às políticas de ampliação do acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), às terapias antirretrovirais e à noção de Prevenção Combinada, seguem problematizando as possibilidades de existência e contando histórias sobre a vida e o corpo. Neste sentido, buscamos olhar criticamente para esses “avanços” tecnológicos, ainda que capturados pela noção neoliberal de escolha individual, e suas possibilidades de expansão da vida.
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