Dissidências e diferenças de sexualidade e de gênero
O que crianças narram de si mesmas?
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.7.22-67Resumo
O artigo objetiva colocar em destaque conversas de professoras e crianças na intersecção entre o gênero e a sexualidade em busca da potência dos corpos livres do consenso como doença. Para tanto, articula o conceito de heteronorma e de brutalismo para explorar modos de resistência por intermédio de corporeidades de crianças dissidentes. Conforme evidencia, há um movimento incisivo na vida de amolar facas e apontá-las para os corpos em dissidência, indicando um ódio que é a um só tempo individual e coletivo. Todavia, a escola convida o leitor a não ver apenas os brutalismos. As crianças em dissidência não apenas existem, elas também fazem alianças, convocam o outro a se posicionarem. “Professora, o que é que a senhora fará para que isso não se repita novamente”, convoca uma criança. Assim, realça a importância do diálogo com as crianças, ressaltando como as crianças dissidentes são potências para escrita de outras histórias para além da heteronormatividade.
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