Avaliação da qualidade da água a jusante da Usina Hidrelétrica Manso - trecho entre Rosário Oeste e Pantanal Mato-Grossense, Brasil

Autores

  • Rafael de Alencar Neves Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • Fernando Rodrigues da Silva Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Jonas Santos Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Eliana Freire Gaspar de Carvalho Dores Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Margarida Marchetto Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

DOI:

10.18607/ES201988658

Palavras-chave:

Bacia hidrográfica do rio Cuiabá. Região Centro-oeste. Monitoramento Ambiental

Resumo

Este trabalho teve como objetivo avaliar e caracterizar qualitativamente a água da bacia hidrográfica do rio Cuiabá, sub-bacia do Rio Paraguai, no estado de Mato Grosso. Realizou-se campanhas de coleta durante os meses de setembro de 2014 a abril de 2015, nos períodos chuvosos e de estiagem, abrangendo quatro pontos: um à montante da zona urbana, dois nas proximidades de área urbana e um à jusante da área urbana. Determinou-se as seguintes variáveis físico-químicas: potencial hidrogeniônico, condutividade elétrica, sólidos dissolvidos totais, temperatura do ar e da água, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, demanda química de oxigênio, nitrogênio total Kjeldahl, fósforo total e variáveis microbiológicas coliformes totais e Escherichia coli. Além disso, determinou-se a descarga líquida nos pontos amostrais. Os resultados obtidos foram confrontados com a Resolução CONAMA nº. 357/2005, inferindo e corroborando com as transformações ocorridas na qualidade da água superficial e as intervenções antrópicas, como a urbanização, ao entorno da bacia frente a infraestrutura sanitária deficiente, demonstrando, assim, necessidade de maior harmonia entre as atividades humanas e a gestão e gerenciamento dos recursos hídricos.

Biografia do Autor

Rafael de Alencar Neves, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Engenheiro Sanitarista e Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil Saneamento e Ambiente pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Fernando Rodrigues da Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Engenheiro Sanitarista e Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Jonas Santos, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Engenheiro Ambiental pela Universidade de Cuiabá (UNIC). Técnico no Laboratório de Química Analítica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Eliana Freire Gaspar de Carvalho Dores, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Mestre em Química Analítica pela Salford University. Doutora em Química pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (UNESP). Professora voluntária ligada aos programas de Pós-Graduação em Química e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Margarida Marchetto, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Mestre e doutora em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo – Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP). Professora-pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso

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p.

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Publicado

2019-11-29

Edição

Seção

Engenharia