Direito Universal ao Nome (Manifesto pela Vida II)

Autores

DOI:

10.31560/2595-3206.2020.12.10505

Resumo

A presente reflexão-manifesto tem como objetivo pensar o “conceito” de nome com base na racionalidade da negligência às existências, corpos, subjetividades e identidades trans no cerne dos tratados globais em Direitos Humanos. A aposta é trazer uma reflexão-vida em torno do direito universal ao nome, não como uma utopia, mas como um dispositivo de cobrança aos mais variados organismos internacionais, especialmente a ONU, para que os temas das transexualidades sejam abordados a partir de perspectivas amplas de gênero que tomem o nome, e a produção de direito, em sua agência personalíssima. Dedico esse manifesto a minha amiga e irmã de luta Jaya Jacobo, que vem lutando nas Filipinas para garantir seu nome e sua dignidade.

 

Palavras-chave: transexualidades, nome, direito, dignidade, vida.

Biografia do Autor

Mariah Rafaela Cordeiro Gonzaga da Silva, Doutoranda em Comunicação, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Mariah Rafaela Silva é pesquisadora de doutorado em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É formada em História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui mestrado em Ciências Humanas, ênfase em História, Teoria e Crítica da Cultura pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA). É professora substituta da Escola de Belas Artes da UFRJ, no Departamento de História e Teoria da Arte. Foi intercambista na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, onde estudou Ciências Sociais. É colaboradora da ONG Conexão G para a cidadania LGBT nas favelas.

Referências

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Publicado

2021-04-05

Edição

Seção

Dossiê Temático: Políticas de extermínio - transfobia, homofobia e feminicídio