Benefícios microclimáticos e de conforto térmico proporcionado pela vegetação arbórea na região tombada do Centro Histórico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18607/ES20241316849


Resumo

A vegetação confere beleza à paisagem urbana e pode trazer benefícios para o conforto térmico e bem-estar das pessoas em regiões onde a temperatura é elevada. Este estudo se desenvolve no Centro Histórico de Cuiabá/MT, região de clima tropical continental, tombado em nível nacional e cuja configuração urbana se caracteriza por ruas e calçadas estreitas, o que limita a adoção de vegetação arbórea. Esta pesquisa objetiva avaliar os impactos no microclima e no conforto térmico dos pedestres decorrentes da simulação de implantação de vegetação arbórea na região do Centro Histórico de Cuiabá/MT. Empregou-se uma abordagem baseada em simulações computacionais utilizando o software ENVI-met, no qual a região foi modelada com a atual (9%) e com uma taxa de arborização projetada (20%), focando em analisar as variáveis ambientais de temperatura, umidade e velocidade do ar e temperatura radiante, nas calçadas e vias. No cenário projetado com maior quantidade de vegetação arbórea ocorreu elevação na temperatura do ar e redução da umidade relativa do ar no horário mais crítico do dia (14h). Por sua vez, devido ao efeito de reflexão e sombreamento proporcionado pelas folhas das copas, houve redução da temperatura média radiante e na velocidade do ar. Como consequência, o impacto na sensação térmica se deu mais sob as copas e com pouca extensividade ao redor dos espécimes arbóreos. Desta forma, um adequado posicionamento e espaçamento da arborização nas vias devem ser considerados ao se pensar a ambiência térmica dos pedestres dentro do centro histórico. Diante dos achados, aponta-se para debate sobre a perda da arborização existente nos espaços públicos e privados, a reflorestação e a conservação do patrimônio no perímetro de tombamento, cujas temáticas se caracterizam por serem inerentemente interligadas, devendo assim serem abordadas de forma coletiva.

Biografia do Autor

  • Gustavo Magalhães Morais de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso

    Graduado em Engenharia Civil na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil)

  • Ivan Julio Apolonio Callejas, Universidade Federal de Mato Grosso

    Doutorado em Física Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso . Professor Associado na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil).

  • Luciane Cleonice Durante, Universidade Federal de Mato Grosso

    Doutorado em Física Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso. Professora Titular na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil).

  • Karyna de Andrade Carvalho Rosseti, Universidade Federal de Mato Grosso

    Doutorado em Física Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso. Professora Associada na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil).

  • Gabriela Kehrwald Nunes, Universidade Federal de Mato Grosso

    Cursando Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil)

  • Luciana Pelaes Mascaro, Universidade Federal de Mato Grosso

    Doutorado em Arquitetura e do Urbanismo pela Universidade de São Paulo/ São Carlos. Professora Associada na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá - MT, Brasil).

  • Jakson Paulo Bonaldo, Universidade Federal de Mato Grosso

    Professor do Departamento de Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá-MT, Brasil)

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Publicado

2024-09-24

Edição

Seção

Resiliência e Sustentabilidade no Ambiente

Como Citar

Benefícios microclimáticos e de conforto térmico proporcionado pela vegetação arbórea na região tombada do Centro Histórico . (2024). E&S Engineering and Science, 13(2), 49-69. https://doi.org/10.18607/ES20241316849

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