Experiências instituintes na educação pública? Alguns porquês dessa busca

Autores

  • Célia LINHARES celialinhares@uol.com.br
    Universidade Federal Fluminense

DOI:

10.29286/rep.v16i31.5192

Palavras-chave:

Experiências instituintes. Educação pública. Movimentos.

Resumo

Partindo de uma expressão de Bourdieu, que ressalta o “pensamento impensado” para a produção de categorias com que delimitamos nosso pensar, propomos discutir a educação escolar pública, através de movimentos poucos percebidos e, portanto, menos ainda, valorados: as experiências instituintes nelas realizadas. Neste sentido, pesquisamos essas experiências, confrontando, não só inércias, estratificações instituídas e esforços de permanência e concentração de privilégios, mas com outros empenhos que tendem a alterar, diferir e criar uma outra escola, em articulação com uma outra sociedade, também mais justa, mais amorosa, mais includente e mais plural, superando e ultrapassando aquelas formas de dominação e manipulação político-pedagógicas.

 

Palavras-chave: Experiências instituintes. Educação pública. Movimentos.

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Biografia do Autor

Célia LINHARES, Universidade Federal Fluminense

Professora Titular de Política Educacional da Universidade Federal Fluminense. Coordenadora do ALEPH – Programa de Pesquisa, Aprendizagem-Ensino e Extensão em Formação dos Profissionais da Educação. Coordenadora da área de Educação da FAPERJ. Pesquisadora do CNPq. Autora de livros e artigos. Mailto: celialinhares@uol.com.br

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Publicado

2017-06-13

Como Citar

LINHARES, C. Experiências instituintes na educação pública? Alguns porquês dessa busca. Revista de Educação Pública, [S. l.], v. 16, n. 31, p. 139–160, 2017. DOI: 10.29286/rep.v16i31.5192. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/5192. Acesso em: 25 fev. 2024.