O lugar e o difícil papel do diálogo nas políticas públicas de educação ambiental

Autores

  • Daniel Fonseca de ANDRADE daniel.andrade@unirio.br
    Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Marcos SORRENTINO sorrentino.ea@gmail.com
    Universidade de São Paulo

DOI:

10.29286/rep.v25i58.2705

Palavras-chave:

Educação ambiental, diálogo, políticas públicas

Resumo

O objetivo deste trabalho é demonstrar obstáculos ao diálogo na consecução de uma política pública de educação ambiental em um município do estado de São Paulo. O método de pesquisa foi qualitativo e envolveu as técnicas de observação participante e entrevistas não estruturadas. Os resultados trazem obstáculos nas dimensões institucional, política, intersubjetiva e subjetiva, que não serão resolvidos espontaneamente. São necessários investimentos intencionais para a construção de ambientes que favoreçam a dialogicidade e que permitam a criação de políticas públicas de educação ambiental de forma mais coerente com os próprios princípios que elas propõem.

 

Palavras-chave: Educação Ambiental. Diálogo. Políticas Públicas.

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Biografia do Autor

Daniel Fonseca de ANDRADE, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Departamento de Ciências do Ambiente do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Área de atuação: educação ambiental

Marcos SORRENTINO, Universidade de São Paulo

Departamento de Ciências Florestais / Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’ /Universidade de São Paulo

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Publicado

2015-12-30

Como Citar

ANDRADE, D. F. de; SORRENTINO, M. O lugar e o difícil papel do diálogo nas políticas públicas de educação ambiental. Revista de Educação Pública, [S. l.], v. 25, n. 58, p. 139–160, 2015. DOI: 10.29286/rep.v25i58.2705. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/2705. Acesso em: 24 jul. 2024.