ADOLESCENTES TRANS E MODIFICAÇÕES CORPORAIS ENTRE A AUTONOMIA E A TUTELA?
UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Transgênero; Autonomia; Procedimentos De Readequação Sexual.Resumo
Crianças e adolescentes com identidades de gênero trans (transgênero), há pouco tempo passaram a conseguir visibilidade e acesso aos serviços de saúde especializados para suas demandas, mas ainda sem políticas públicas. Em relação às crianças, elas podem fazer sua transição social de acordo com gênero que se identificam e serem acompanhados pela equipe de saúde mental. Nessa faixa etária, não podem fazer terapias de modificações corporais. Entretanto, podem se beneficiar do bloqueio puberal, que é um procedimento reversível. Em relação aos adolescentes, o acesso às terapias de modificações passa por algumas discussões importantes, entre elas, o direito à autonomia na tomada de decisão. Os artigos discutidos nesta revisão destacam que a maioridade ainda é considerada ponto principal na determinação da autonomia, contudo, pontos como desenvolvimento cognitivo adequado para tomar decisões autônomas devem ser levados em consideração. Comparam também as exigências feitas para as pessoas trans e intersexo, mostrando uma abordagem ainda centrada no binarismo de gênero. Neste artigo, temos como objetivo apresentar uma revisão integrativa, a fim de investigar a presença de autonomia ou não dos adolescentes trans no processo de tomada de decisão sobre terapias de modificações corporais.
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