v. 26 n. 44 (2019): Estudos Linguísticos

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Desde que o fazer do linguista aplicado passou a ser compreendido como não aplicação de linguística, as discussões que permeiam sua práxis têm sido pautadas na direção de um arcabouço teórico transdisciplinar (SIGNORINI; CAVALCANTI, 1998), o que tem conduzido à compreensão da linguística aplicada como conhecimento não disciplinar ou INdisciplinar (MOITA LOPES, 2006). Essa perspectiva aponta para a necessidade de “misturar-se”, “melecar-se” (ROJO, 2013, p. 65) com teorias que atravessam o campo das ciências sociais e das humanidades, uma vez que, por esse viés, os sentidos não estão dados previamente nem permanecem como universais, o que traça a metáfora de um caleidoscópio (ARAUJO, 2003), por meio do qual se pode ver/analisar um objeto por infinitos prismas, infinitas combinações. Desse modo, na tentativa de buscar compreender questões práticas entendidas como problemas sociais, muitos linguistas aplicados passaram a operar com uma visão de linguística aplicada que tenta “criar inteligibilidade sobre problemas sociais em que a linguagem tem papel central” (MOITA LOPES, 2006, p. 14). Este dossiê acolherá artigos resultantes de pesquisas em linguística aplicada que, em alguma medida, são desenvolvidas pelo ângulo da INdisciplina, conforme descrito acima.

Publicado: 2019-11-30

Editorial

Apresentação

Resenha