Climatização ineficiente e Tarifa Social: o paradoxo econômico em habitações de interesse social no Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.18607/ES20261521507Keywords:
Pobreza Energética, Conforto Térmico, Habitação Social, Tarifa Social, Justiça TérmicaAbstract
A intensificação das ondas de calor em megacidades tropicais expõe a fragilidade estrutural das Habitações de Interesse Social (HIS), tornando a climatização artificial uma necessidade vital, embora financeiramente onerosa. Este estudo analisa o impacto do uso de condicionadores de ar de baixa eficiência energética na sustentabilidade financeira de moradores de HIS no Rio de Janeiro, articulando as dimensões do desempenho térmico das edificações e da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Adotou-se uma revisão bibliográfica exploratória de natureza bibliométrica, conduzida na base Scopus, com recorte temporal entre 2021 e 2026, da qual foram selecionados 17 artigos após triagem sistemática. Os resultados evidenciam que a precariedade construtiva, o fenômeno do “confinamento térmico” e a aquisição de aparelhos obsoletos pelas famílias de baixa renda configuram uma armadilha econômica estrutural, levando ao desenquadramento do benefício tarifário e ao aprofundamento da pobreza energética sistêmica. Conclui-se que a justiça térmica em HIS exige políticas públicas integradas, que articulem retrofit edilício, substituição de equipamentos ineficientes e revisão dos parâmetros da TSEE.
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