SAINDO DO ARMÁRIO:

a importância da visibilidade LGBT+ nas STEM

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

LGBT+; Saída do armário; Visibilidade; STEM.

Resumo

O ambiente acadêmico e profissional das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática (STEM) costuma ser pouco acolhedor à diversidade sexual e de gênero e é tradicionalmente ocupado por homens brancos cisgêneros e heterossexuais. Sob um viés de profissionalismo e tecnicidade, discussões sobre temas sociais são por vezes silenciadas e a discriminação em relação a grupos minorizados é pouco contestada. Nesse âmbito, o presente artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura sobre processos de revelação de identidade de gênero e sexualidade (‘saída do armário’) em ambientes acadêmicos e profissionais das STEM, com buscas realizadas nas bases SciELO, ERIC, Web of Science e Google Scholar. O artigo articula debates sobre cisheteronormatividade, identidade, pertencimento e clima institucional, e analisa dados qualitativos provenientes de um estudo piloto com oito pessoas que testaram o jogo digital Queeriosity. O jogo foi desenvolvido em JavaScript, com perfis baseados em depoimentos voluntários de cientistas LGBT+ brasileiros, e constitui um produto educacional voltado à promoção de representatividade e visibilidade nas STEM. Os resultados apontam tensões entre autenticidade e risco, sugerem desigualdades estruturais e discutem o potencial pedagógico do jogo em práticas educativas inclusivas.

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Biografia do Autor

  • Italo Curvelo dos Anjos, Universidade Federal de Mato Grosso

    Bacharel em Química Industrial pela Universidade Federal da Paraíba (2009), Mestre em Química pela Universidade Federal da Paraíba (2011) e Doutor em Ciências (Físico-Química) pela Universidade Federal da Paraíba (2016). Foi professor substituto no Instituto Federal da Paraíba (2015-2016), tendo atuado no ensino superior e no ensino técnico integrado. É professor Adjunto do Departamento de Química da Universidade Federal de Mato Grosso, atuando na área de Físico-Química. Atualmente faz pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse incluem: Estrutura Eletrônica de Compostos Orgânicos, Topologia Químico-Quântica, Ligação Química e Inclusão LGBTQIAPN+ nas Ciências Exatas e da Terra.

  • Thais Fernanda Bueno da Silva, Universidade Federal de Mato Grosso

    Possui bacharelado em Sistemas de Informação (2015) e especialização em Banco de Dados (2016) pela Universidade Federal de Mato Grosso, e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (2025). Atua como analista e desenvolvedora de sistemas na UFMT, com experiência em desenvolvimento de software, gestão de projetos e gestão de processos no setor público. Sua atuação concentra-se em transformação digital, governança e avaliação da maturidade digital em instituições públicas, com ênfase em Sistemas de Informação, modelagem e melhoria de processos, metodologias ágeis e avaliação institucional.

  • Agnaldo da Conceição Esquincalha, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Sou professor do Instituto de Matemática (IM) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática (PEMAT) da UFRJ, e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática do IFES. Sou doutor em Educação Matemática pela PUC-SP e mestre em Modelagem Computacional pela UERJ. Coordeno o PEMAT desde 2020. Realizei estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática da UFRuralRJ, instituição na qual também me licenciei em Matemática. Sou líder do Grupo de Pesquisa e Extensão MatematiQueer: Estudos de Gênero e Sexualidades em Educação Matemática, chancelado pela UFRJ no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Atuo como coordenador de Matemática no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) desde 2024, tendo exercido a mesma função entre 2020 e 2022, e fui coordenador do Subprojeto de Matemática no Programa de Residência Pedagógica (PRP/CAPES) entre 2022 e 2024. Atuo também como Presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do IM/UFRJ. Fui bolsista Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) entre 2022 e 2025. Atuei na Diretoria Nacional Executiva da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) entre 2022 e 2025, período em que fui Coordenador do Conselho Nacional Editorial, e, anteriormente, na Diretoria Regional no Rio de Janeiro entre 2016 e 2021. Fui professor do Departamento de Matemática da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, onde atuei como coordenador da Licenciatura em Matemática e professor do Programa de Pós-Graduação em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UERJ). Anteriormente, fui professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio; coordenador de Matemática nas Diretorias de Extensão e de Mídias Digitais da Fundação CECIERJ/Consórcio CEDERJ; professor pesquisador do Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino da Universidade Federal Fluminense; coordenador de tutoria do Programa de Formação de Professores de Matemática do Estado de São Paulo; coordenador geral de Matemática dos Programas de Formação Continuada da SEEDUC-RJ e da Fundação CECIERJ entre 2010 e 2015; e professor formador do curso de Licenciatura em Matemática, na modalidade semipresencial, do Consórcio CEDERJ entre 2019 e 2024. Atuei também como professor substituto nas áreas de Matemática e Educação Matemática na UFRJ, na UERJ e na UFRuralRJ, fui bolsista de desenvolvimento de projetos em Educação a Distância na UNIRIO e professor da rede pública estadual do Rio de Janeiro. Atuo como coordenador de disciplina do curso de Licenciatura em Matemática, na modalidade semipresencial, do Consórcio CEDERJ desde 2026, já tendo atuado entre 2019 e 2024. Tenho experiência nas áreas de Educação Matemática Inclusiva e Estudos de Gênero e Interseccionalidade em Educação Matemática, com atuação em formação de professores e em pesquisas orientadas por perspectivas sociopolíticas, culturais e historicamente situadas, mobilizando a questão Que corpos estão autorizados a fazer matemática?

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Publicado

26-09-2026

Como Citar

SAINDO DO ARMÁRIO:: a importância da visibilidade LGBT+ nas STEM. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 9(24). https://doi.org/10.29327/