YEDA BRONW E UM TEATRO CHAMADO RIVAL:

Cinelândia/Rio de Janeiro, década de 1960

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Teatro Rival; Travestis; Subjetividades; Modos de existência; Rio de Janeiro.

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão histórica sobre a constituição de subjetividades e modos de existência travestis na cidade do Rio de Janeiro durante a década de 1960, tendo como eixo central as narrativas e escritas de si de Yeda Brown, uma das primeiras artistas travestis a atuar no Teatro Rival. Localizado na Cinelândia, região central da cidade do Rio de Janeiro, o Teatro Rival constituiu-se como importante espaço de produção artística e sociabilidade, favorecendo a emergência de novas relações consigo e com os outros, bem como de diferentes modos de existência. A partir das narrativas de Yeda Brown sobre si, sobre outras travestis e transformistas, sobre o teatro e sobre as relações nele forjadas, o artigo historiciza processos de produção subjetiva e de constituição de novas formas de vida, marcados simultaneamente por afetos, amizades e práticas de ajuda mútua, mas também por hierarquias, tensões, rivalidades e conflitos. Argumenta-se que o Teatro Rival não funcionou apenas como espaço de apresentação artística, mas também como condição de possibilidade para processos de autodeterminação, autoidentificação e autoexpressão travestis, participando da produção de outras formas de existência e de experiências coletivas de sociabilidade.

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Biografia do Autor

  • Fábio Henrique Lopes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ

    Professor Associado IV do Departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ - Seropédica). Pesquisador Convidado da Université de Paris (2020/2021). Membro Permanente do Corpo Docente do Programa de Pós-Graduação em História - UFRRJ (Mestrado e Doutorado). Pós-Doutorado em História: Unicamp, 2017; Université de Paris (2020-2021). Doutor em História Cultural pela UNICAMP (2003) - Doutorado Sanduíche com a Université Paris Diderot (2000/2001). Mestre em História pela UNICAMP (1998). Graduado em História pela PUC-Campinas (1994). Coordenador do convênio internacional UFRRJ e Université Paris Diderot/Université de Paris. Pesquisador e líder do LabQueer - Laboratório de estudos das relações de gênero, masculinidade e transgêneros/UFRRJ. Pesquisador do grupo "Gênero, Experiência e Subjetividades"- UNICAMP; "Imagens da Morte: a morte e o morrer no mundo Ibero-Americano" - UNIRIO; "Laboratório de Estudos e Pesquisas da Contemporaneidade", responsável pela linha de pesquisa "Relações de gênero, masculinidades e teoria queer" - UFABC; Integrante de rede transdisciplinar em gênero e sexualidade. Experiência em pesquisa/docência, orientações e publicações na área de História, com ênfase em Teorias e Metodologias da História; História do Brasil República; História Cultural; Subjetivações e subjetividades; atuando, principalmente, nos seguintes temas: Relações de Gênero, Masculinidades e Teorias Queer; Interseccionalidade; Práticas de cuidado e de saúde; Violências, Vulnerabilidade e Suicídio; Processos de Subjetivação, Subjetividades e Escritas de Si.

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Publicado

26-08-2026

Como Citar

YEDA BRONW E UM TEATRO CHAMADO RIVAL:: Cinelândia/Rio de Janeiro, década de 1960. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 9(24). https://doi.org/10.29327/