DESAFIOS PARA ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA TRANS-INCLUSIVA:

Aspectos históricos, técnicos e psicoterapêuticos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Transexualidade; Formação Profissional; Psicologia Clínica; Sexualidade; Identidade de gênero.

Resumo

Parte expressiva dos cursos de graduação em Psicologia não apresentam atividades curriculares (disciplinas, estágios, extensão) voltadas para o aprendizado sobre assistência psicológica à população trans, condição que compromete a formação dos profissionais e a efetivação das resoluções e recomendações técnicas do Conselho Federal de Psicologia a respeito do assunto. O presente estudo objetiva discutir a formação e a atuação do psicólogo(a) na assistência à população trans. Para tanto, será apresentado histórico do conceito de transexualidade, do ponto de vista médico para, na sequência discutir o Processo Transexualizador, os recursos e dificuldades vivenciadas pelo psicólogo(a) na assistência às pessoas trans, além de aspectos das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Psicologia (2023) e seu impacto na formação de profissionais. Para tanto, são apresentados possíveis caminhos, a partir de perspectivas transformadoras de autoras trans feministas como Sofia Fávero e Griffin Hansbury. Neste campo, atualmente, há enfrentamentos nos processos de assistência integral à saúde da população trans. É fundamental a qualificação profissional para condução dos processos de escuta, acolhimento e atendimento desta população. Na assistência psicológica à população trans, seja em serviços de saúde ou na clínica particular no âmbito da Psicoterapia de Orientação Psicanalítica, dentre outros dispositivos, é importante a aliança terapêutica a fim do manejo clínico adequado às experiências identitárias deste grupo. Nesse processo, as Diretrizes Curriculares Nacionais e a Declaração Universal dos Direitos Humanos são importantes fontes de respaldo na formação dos psicólogos(as) para construção de conhecimentos, competências e habilidades requisitadas na assistência psicológica trans-inclusiva.

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Biografia do Autor

  • Eduardo Name Risk, Universidade Federal de São Carlos – UFSCar

    Servidor Público Federal, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do CECH-UFSCar, pesquisador líder do Grupo de Estudo, Extensão e Pesquisa em Clínica, Subjetividade e Sociedade (GEPECS-CNPq-UFSCar). Psicólogo e Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), Mestre e Doutor em Psicologia pela FFCLRP-USP, estágio de Pós-Doutorado realizado no Departamento de Psicologia da FFCLRP-USP. 

  • Viviane Luz Leite, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

    Estudante do Curso de Graduação em Psicologia do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

  • Jhully Cristine Ananias Boaro, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

    Estudante do Curso de Graduação em Psicologia do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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Publicado

26-08-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Produção de conhecimentos, verdades e subjetividades na interface entre currículos e saúde sexual

Como Citar

DESAFIOS PARA ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA TRANS-INCLUSIVA:: Aspectos históricos, técnicos e psicoterapêuticos. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 9(24). https://doi.org/10.29327/