Ser trancista como prática social e a interseccionalidade como método de pesquisa:
um trançado possível
DOI:
https://doi.org/10.29327/2889312.8.23-9Palavras-chave:
Tranças; Trancistas; Feminismo Negro; Interseccionalidade; Psicologia SocialResumo
A presente pesquisa visa apresentar o caminho metodológico construído em um processo de doutoramento, tendo o feminismo negro interseccional como aporte teórico condutor. Esta escrita emerge como uma tentativa de engendrar e defrontar os limites e os percalços de uma pesquisa qualitativa na Psicologia social. Neste artigo, buscamos refletir sobre a construção da interseccionalidade como prática social, teoria e método no Brasil, tomando como objeto de análise alguns registros históricos que evidenciam o trabalho das mulheres negras trancistas no país, em diálogo com as teorizações de Lélia Gonzalez, Patrícia Hill Collins e outras intelectuais do campo acadêmico. A Trança feita neste texto propõe a construção de um alinhamento entre teoria e prática social crítica no que tange à epistemologia feminista negra brasileira. Como resultado dessa pesquisa, encontramos, nos fios da interseccionalidade, pontos de convergência entre teorizações acadêmicas e o trabalho de mulheres negras trancistas, bem como a compreensão do poder epistêmico, da sensibilidade analítica e o uso da metáfora, da heurística e da concepção paradigmática como estratégias metodológicas de um fazer-pesquisa interseccional.
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