INSTAGRAM E INSURGENTES PRÁTICAS DISCURSIVAS DO HIV/AID$:

produção de si e de novos contratos sociais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Práticas discursivas; hiv/aid$; Instagram; Subjetividade.

Resumo

Esta pesquisa busca compreender de que modo rastros de uma epidemia discursivo-midiático de hiv/aid$ compõem trajetórias cartográficas voltadas para uma arena curricular e para a produção de subjetividades. Para isso, propõe-se os seguintes objetivos específicos: analisar como plataformas digitais contemporâneas, como o Instagram, traçam enunciados sobre sujeitos que vivem com hiv/aid$; problematizar os modos como discursos midiáticos posicionam essas pessoas e reconfiguram relações de saber-poder; e compreender a arena curricular nas plataformas digitais como um território de constante disputa, agenciamento e subjetivação. A pesquisa adota um enfoque cartográfico das práticas discursivas, sem a intenção de elaborar discursos universais ou neutros, mas de identificar rastros e pistas. No contexto do Instagram, tais rastros endereçam processos de subjetivação das pessoas que vivem com hiv (PVH). No exercício analítico, emergem três operadores discursivos que tensionam normas via Instagram, os quais, ao mesmo tempo em que reproduzem e reposicionam normas preexistentes, também inventam e viralizam outras formas normativas. São eles: [Norma -1] Sujeito Endividado, [Norma 0] Negociação da Intimidade e [Norma 1] Currículo Viral. É importante frisar que, ao operar discursivamente uma norma, não se trata de um eixo positivo ou negativo, mas de dinâmicas de alianças e disputas que naturalizam ou desestabilizam discursos dentro de uma cultura. Assim, ao compartilhar e coletivizar experiências, sujeitos que vivem com hiv não apenas contribuem para a redução de estigmas e para a inserção de pautas em agendas políticas, mas também ressignificam normas, reposicionando-as no fluxo de uma cultura e na capilaridade de uma epidemia discursivo-midiática de hiv/aid$. Esses discursos, por fim, começam a tecer tramas curriculares e a engendrar novas formas de produção de subjetivação.

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Biografia do Autor

  • Carlos Carlos Edimilson Avila de Lima, Universidade Federal de Santa Maria – UFMS

    Doutorando em Educação (UFSM). Mestre em Educação (UFSM). Possui Especialização em Gestão Educacional pela Faculdade Focus (2022).  Possui Especialização em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia (2025). Possui Especialização em Psicopedagogia Escolar (2025), Graduado em licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria(2022). Graduando em Educação Especial (UFSM). Atualmente também está cursando o curso de Especialização e Psicopedagogia Escolar (FOCUS).Atua desde 2020 como professor no projeto de extensão Pré-Universitário Popular Alternativa (PUPA). Atuou como coordenador da equipe de Filosofia do Pré-Universitário Popular Alternativa (PUPA)2021-2022. Participa do programa de extensão Aprender e Ensinar Filosofia na Educação Popular. Também atuou como representante discente no colegiado do Departamento de Filosofia (2018-2021). Pesquisador nos projetos :Pedagogia Performativa: por uma poética da coexistência (UFSM/CE) e "Produção e Compartilhamento de Objetos Digitais de Ensino e de Aprendizagem Potencialmente Significativos com a Educação Básica e Ensino Superior"(UFSM/CE). Desenvolve pesquisa científica na área das Ciências Humanas, políticas educativas, gêneros, sexualidades e saúde coletiva.

  • Joacir Marques da Costa, Universidade Federal de Santa Maria – UFMS

    Professor Adjunto na Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Doutor em Educação. Líder do Grupo de Pesquisa "Rizoma - Políticas, Currículo e Educação" /CNPq. Professor/Orientador no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFSM) e no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional (PPPG/UFSM). Coordenador da Especialização em Estudos de Gênero (EEG/UFSM).

     

     

  • Benjamin Martins Costa, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

    Mestre em Educação (PPGE) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Licenciado em Artes Visuais pela UFSM, com período de estudos na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em Portugal. Pesquisador no grupo de pesquisa MIRARTE e fundador do Ateliê da Mata, na Chapada Diamantina, Bahia.

  • Lidiane Londero Perlin, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

    Mestra em Educação (PPGE) pela Universidade Federal de Santa Maria (2023). Licenciada em Pedagogia pela mesma instituição (2019). Possuí experiência na área de Educação, especialmente nas temáticas de Gênero e Infâncias. Atua como professora de Educação Infantil nas redes públicas municipais do Rio Grande do Sul/RS.

  • Tarciano Ortolan de Tarciano Ortolan de Barcelos, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

    Acadêmico do curso de Mestrado em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Possui graduação em Psicologia pela Faculdade de Ciências da Saúde - SOBRESP (2022). Psicólogo Clínico, inscrição CRP 07/37784. Integrante do grupo de estudos GrURBAN, grupo Interinstitucional vinculado a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Franciscana (UFN), abordando temos como: produção de sujeitos em contextos educativos, subjetividades e modos de vida rural, e também, epistemologias contemporâneas capazes de fazerem a hipercrítica dos processos de subjetivação que constituem políticas de produção de sujeitos mobilizados por modelos colonizados e colonizadores. Integrante no grupo de pesquisa GEPE, grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, abordando temas como: políticas e práticas de inclusão educacional voltadas a pesquisa acadêmica e profissional em Educação e/ou Educação Especial no âmbito do Ensino Básico e Superior implicada com os desafios sociais e educacionais da inclusão. Integrante no grupo de pesquisa RIZOMA, grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, abordando temos como: currículo e políticas da diferença; decolonialidade e cultura; gênero, sexualidade e corporeidades; e arenas políticas e produção curricular. Tem como interesse de pesquisa a produção das masculinidades no contexto contemporâneo, a produção das subjetividades e as produções de sujeito através da utilização das redes sociais

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Publicado

26-08-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Produção de conhecimentos, verdades e subjetividades na interface entre currículos e saúde sexual

Como Citar

INSTAGRAM E INSURGENTES PRÁTICAS DISCURSIVAS DO HIV/AID$:: produção de si e de novos contratos sociais. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 9(24). https://doi.org/10.29327/