Afetividades, maternagens e parentalidades
Novas Possibilidades para Antigos Dilemas
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.6.20-13Resumo
Neste artigo buscamos refletir criticamente sobre o alcance do conceito de maternagem em contraposição a maternidade. Maternagem se define como ato coletivo de criar, educar, nutrir uma criança em todos os âmbitos, por outro lado, maternidade é o ato solitário de uma mulher nos cuidados com uma criança. Principalmente embasado nos estudos da filósofa africana Sobonfu Somé, mas não se limitando a eles, ressignificamos os conceitos tradicionais de família, ampliando a compreensão da parentalidade para além dos papeis predefinidos de gênero. A ressignificação ocorre ao priorizarmos a afetividade e o compromisso na construção de um mundo inclusivo, onde todas as pessoas tenham espaço. Tal empreitada toma como referência estudos relacionados aos feminismos decoloniais, feminismos negros e atravessamentos psicanalíticos e psicossociais na perspectiva de gênero. A metodologia utilizada nesta pesquisa se baseia na associação teórica a autoetnografia e as escrevivências de Conceição Evaristo, adequadas para a delicadeza das trocas entre os/as sujeitas envolvidas. Até o momento, a conclusão a que chegamos é a de que o conceito de maternagem tem ampliado as possibilidades de organização das parentalidades e desinvestido da família tradicional, mononuclear com papéis sociais de gênero rígidos e definidos, mas, que as influências das heranças geracionais ainda interferem na aceleração destas novas configurações.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2023 O autor detém os direitos autorais do texto e pode republicá-lo desde que a REBEH seja devidamente mencionada e citada como local original de publicação.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de trabalho(s) científico(s) original(is) pelas pessoas autoras, na qualidade de titulares do direito de autoria do(s) texto(s) enviado(s) ao periódico, nos termos da Lei 9.610/98, implica na cessão de direitos autorais de publicação impressa e/ou digital à Revista Brasileira de Estudos da Homocultura (REBEH), do(s) artigo(s) aprovado(s) para fins da publicação, em um único número da Revista, autorizando-se, ainda, que o(s) trabalho(s) científico(s) aprovado(s) seja(m) divulgado(s) gratuitamente, sem qualquer tipo de ressarcimento a título de direitos autorais, por meio do site da Revista, para fins de leitura, impressão e/ou download do arquivo do texto, a partir da data de aceitação para fins de publicação. Portanto, as pessoas autoras, ao procederem à submissão do(s) artigo(s) à Revista e, por conseguinte, à cessão gratuita dos direitos autorais relacionados ao trabalho científico enviado, têm plena ciência de que não serão remuneradas pela publicação de seu manuscrito no periódico, independentemente da seção.
A Revista encontra-se licenciada sob a Licença Creative Commons 4.0 Internacional, para fins de difusão do conhecimento científico, conforme indicado no sítio da publicação.
No ato da submissão de seus artigos à REBEH, as pessoas autoras automaticamente aceitam e concordam expressamente com os termos da licença, que se aplica a todos os manuscritos publicados por esta Revista.

