MARCADORES URBANOS DA DIFERENÇA:
travestis, feminismos decoloniais e a luta por outras cidades possíveis
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Gênero; Sexualidades; Travestis; Direito à Cidade; Decolonialidade.Resumo
As cidades operam como potentes marcadores sociais da diferença e ambientes dinâmicos de poder e exclusão, moldando e sendo afetadas por identidades de gênero, sexualidades e dissidências, com particular incidência sobre minorias sexuais, travestis e transexuais. Este artigo tem como objetivo analisar como o espaço urbano afeta a individualidade, a vivência, a identidade e o reconhecimento social desses sujeitos. A etnografia desenvolvida em Barra do Garças (MT) demonstra como a reestruturação urbana local intensificou a invisibilização de corpos travestis e suas lutas pelo direito à cidade. Teoricamente, o estudo dialoga com o feminismo, a teoria queer e o pensamento decolonial, destacando sua importância para entender a colonialidade do poder, do saber e do ser nas configurações urbanas. Ao trazer a experiência mediada pela escuta de uma travesti trabalhadora do sexo, o texto sublinha como corpos dissidentes desafiam a matriz colonial de gênero e (re)imaginam a cidade através de práticas espaciais e afetivas que promovem a (re)existência e a criação de outras urbanidades.
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