Ser trancista como prática social e a interseccionalidade como método de pesquisa:

um trançado possível

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Tranças; Trancistas; Feminismo Negro; Interseccionalidade; Psicologia Social

Resumo

A presente pesquisa visa apresentar o caminho metodológico construído em um processo de doutoramento, tendo o feminismo negro interseccional como aporte teórico condutor. Esta escrita emerge como uma tentativa de engendrar e defrontar os limites e os percalços de uma pesquisa qualitativa na Psicologia social. Neste artigo, buscamos refletir sobre a construção da interseccionalidade como prática social, teoria e método no Brasil, tomando como objeto de análise alguns registros históricos que evidenciam o trabalho das mulheres negras trancistas no país, em diálogo com as teorizações de Lélia Gonzalez, Patrícia Hill Collins e outras intelectuais do campo acadêmico. A Trança feita neste texto propõe a construção de um alinhamento entre teoria e prática social crítica no que tange à epistemologia feminista negra brasileira. Como resultado dessa pesquisa, encontramos, nos fios da interseccionalidade, pontos de convergência entre teorizações acadêmicas e o trabalho de mulheres negras trancistas, bem como a compreensão do poder epistêmico, da sensibilidade analítica e o uso da metáfora, da heurística e da concepção paradigmática como estratégias metodológicas de um fazer-pesquisa interseccional.

Biografia do Autor

  • Ana Carolina Areias Nicolau Siqueira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

    Ana Carolina Areias é Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGPS/UERJ). Compõe o DEGENERA - Núcleo de Pesquisa e Desconstrução de Gêneros/UERJ. E, é bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES)

  • Amana Rocha Mattos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

    Amana Mattos é professora associada do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social (PPGPS/Uerj). Coordena o DEGENERA - Núcleo de Pesquisa e Desconstrução de Gêneros/UERJ. Atualmente, coordena o projeto “Interseccionalidade na gestão do risco em práticas sexuais na pandemia de Covid-19”, financiado com recursos do Edital Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), Edital E-26/201.425/2022 – BOLSA; e o projeto “Processos de subjetivação nas escolas: intersecções de gênero, sexualidade e raça”, financiado com bolsa PROCIÊNCIA Uerj/FAPERJ.

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Ser trancista como prática social e a interseccionalidade como método de pesquisa:: um trançado possível. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/