Sofrimento que cura:

as encruzas entre hip hop, feminismo negro e psicologia comunitária nas escolas.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-84


Palavras-chave:

Hip-Hop; Contracolonialidade; Periferia; Feminismo Negro; Psicologia Comunitária.

Resumo

O silenciamento da população negra é um projeto colonial de desumanização desses indivíduos e de negação da intelectualidade afrodiaspórica. Nas páginas desse texto discorremos sobre a experiência de oficinas produzidas com estudantes do ensino médio da rede pública de ensino do estado de Minas Gerais a partir da tecitura entre a cultura Hip Hop, o feminismo negro, as teorias contracoloniais e a psicologia comunitária, com o objetivo de produzir espaços de circulação e amplificação das vozes desses jovens sobre seus sonhos, seus territórios, suas histórias e suas vidas. Esse texto é parte de um projeto de extensão interdisciplinar composto por graduandos com trajetória popular que acessaram a Universidade Federal de Minas Gerais via políticas de ações afirmativas. Em curso desde 2024, esse projeto visa aproximar a universidade dos jovens que moram nas periferias urbanas da capital mineira e fazer circular as informações sobre políticas de acesso e permanência estudantil, bem como os saberes periféricos que fissuram as práticas epistemicidas que habitam na academia. Apresentamos os encontros entre jovens universitários e secundaristas em três atos que foram definidos a partir dos temas das oficinas: “O que escuto de quem canta?”;, “Penso, logo verso” e “Ilustrando nossos elementos”, que trabalharam com a identidade negra do Hip-Hop, a produção de versos autorais e a criação de grafites.

Biografia do Autor

  • Karine Alves Nogueira, Instituto Cooperativo Parentes

    Graduada em Psicologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduanda em Psicologia Social e Comunidades no Instituto Cooperativo Parentes. Foi  extensionista bolsista no projeto “Ser Mulher, ser Território próprio: Articulações entre a Coletiva Mulheres da Quebrada – BH, a Psicologia Comunitária e o Feminismo Negro". Também integrou o Plantão Psicológico da UFMG e o projeto "Conectando Saberes a partir da Psicologia Social Latinoamericana: oficinas de sonhos e projetos com estudantes do ensino médio da rede pública de ensino" do Programa de Educação Tutorial Conexões de Saberes da UFMG (PET-Conexões). Atualmente trabalha no terceiro setor articulando psicologia social, arte e cultura em território periférico da Regional Barreiro de Belo Horizonte.

  • Lucas Gabriel dos Santos Almeida, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

    Graduando em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, integra o Programa de Educação Tutorial Conexões de Saberes da UFMG (PET-Conexões), um grupo interdisciplinar voltado para atividades de pesquisa, ensino e extensão. O programa tem como objetivo a democratização do acesso à universidade pública, promovendo ações voltadas ao fortalecimento das políticas públicas e das ações afirmativas. Atua também no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com ênfase em ações de proteção social básica, na Regional Centro-Sul da cidade de Belo Horizonte.
    8-Instituição afiliação: Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

  • Paula Rita Bacellar Gonzaga, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

    Professora do departamento e do programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutora em Psicologia (UFMG); Mestra em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismos (PPGNEIM/UFBA). Co-coordenadora do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão - UFMG; Coordenadora do Gepsila e da Liga Acadêmica de Psicologia Social Latinoamericana, Tutora do Pet-Conexões de Saberes; Membra da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia.
    8-Instituição afiliação: somente o nome da universidade, seguido de meia-risca – e sigla. Exemplo: Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Sofrimento que cura:: as encruzas entre hip hop, feminismo negro e psicologia comunitária nas escolas. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-84