Metodologias que giram:
(Po)éticas negras, sagradas e indisciplinadas
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Aquilombamento, Encruzilhada, Epistemologia.Resumo
Este trabalho nasce da encruzilhada entre arte, espiritualidade e clínica, tensionando os limites da pesquisa como conhecemos. A partir das experiências vividas em duas exposições fotográficas dedicadas ao Candomblé, propomos um giro metodológico ético-político que se orienta pelas poéticas negras, pela escuta encarnada e pela escrita indisciplinada. Os Orixás Exu, Iroko e Oxum são convocados não como objetos, mas como operadores (est)ético-políticos que atravessam e orientam os métodos de fazer pesquisa. O texto é corpo, rito e oferenda, recusando a neutralidade e assumindo a contaminação pelo axé, pela memória e pelo desejo. A exposição, compreendida como quilombo-estético, transforma-se em espaço de cura e reexistência, onde imagens e palavras vibram em direção à coletividade. Com este trabalho, saudamos a ancestralidade que nos move e convocamos outras formas de criar, cuidar e conhecer, afirmando a pesquisa como gira, como corpo, como dança e, sobretudo, como prática de liberdade.
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