Metodologias que giram: 

(Po)éticas negras, sagradas e indisciplinadas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Aquilombamento, Encruzilhada, Epistemologia.

Resumo

Este trabalho nasce da encruzilhada entre arte, espiritualidade e clínica, tensionando os limites da pesquisa como conhecemos. A partir das experiências vividas em duas exposições fotográficas dedicadas ao Candomblé, propomos um giro metodológico ético-político que se orienta pelas poéticas negras, pela escuta encarnada e pela escrita indisciplinada. Os Orixás Exu, Iroko e Oxum são convocados não como objetos, mas como operadores (est)ético-políticos que atravessam e orientam os métodos de fazer pesquisa. O texto é corpo, rito e oferenda, recusando a neutralidade e assumindo a contaminação pelo axé, pela memória e pelo desejo. A exposição, compreendida como quilombo-estético, transforma-se em espaço de cura e reexistência, onde imagens e palavras vibram em direção à coletividade. Com este trabalho, saudamos a ancestralidade que nos move e convocamos outras formas de criar, cuidar e conhecer, afirmando a pesquisa como gira, como corpo, como dança e, sobretudo, como prática de liberdade.

Biografia do Autor

  • Cleverton do Carmo Arruda, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

    Graduando em Psicologia na UFGD, Coordenador Geral do Centro Acadêmico de Psicologia - Virgínia Bicudo e integrante do PET Psicologia Conexão de Saberes. Atua como monitor na Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e desenvolve trajetória nas artes visuais e fotografia. Idealizou as exposições Peles Presentes (2019), Orixás: Herança da Fé (2024) e Orixás: Poéticas do Sagrado (Atualmente). Dirigiu o curta-metragem Oxumarê: A Serpente da Vida (2023) e publicou na coletânea Muntú (2023).  

  • Esmael Alves de Oliveira, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

    É graduado em Filosofia (UFAM)) e em Psicologia  (UFGD). Possui mestrado em Antropologia Social (PPGAS/UFAM) e doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC). É professor-adjunto na Universidade Federal da Grande Dourados, ministrando disciplinas no curso Psicologia, bem como nos Programas de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) e em Antropologia (PPGAnt). Atualmente, desenvolve pesquisa de pós-doutorado na área de Saúde Coletiva junto ao Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher (PPGSCM) do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), com financiamento do CNPq. É pesquisador vinculado aos Grupos de Pesquisa: TDI – Território, Discurso e Identidade e ao GENSEX - Núcleo de Estudos sobre Gênero, Sexualidade e Saúde (CNPq/Fiocruz).

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Metodologias que giram: : (Po)éticas negras, sagradas e indisciplinadas. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/