REPENSANDO RECONHECIMENTO E REDISTRIBUIÇÃO
Exclusão trans, crítica situada e justiça social
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Teoria crítica; Transfobia; Justiça social; Saberes trans.Resumo
Este artigo analisa os limites das formulações sobre justiça e reconhecimento de Nancy Fraser e Axel Honneth, expoentes da Teoria Crítica contemporânea, para a compreensão da exclusão de pessoas trans no Brasil, uma vez que, nas obras examinadas, essas formulações não incorporam explicitamente a cisnormatividade como estrutura de opressão. Como ensaio teórico-crítico, articula revisão bibliográfica, com prioridade para produções trans, e análise secundária dos dados do CEDEC (2021), referentes a 1.788 pessoas trans em São Paulo. Os resultados evidenciam injustiças culturais e econômicas indissociáveis, atravessadas por gênero, raça, classe e orientação sexual. A crítica ao emprego genérico de “sexualidade” e à sua localização inicial no polo cultural do esquema fraseriano permite caracterizar pessoas trans como coletividade bivalente. Com base nas esferas de reconhecimento de Honneth, examinam-se rupturas familiares, escolares e jurídicas. Conclui-se que os marcos da justiça devem ser revistos a partir de saberes trans.
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