Peace or violence: A ambiguidade dos discursos educacionais de acolhida e proteção pela confissão identitária

Autores

Resumo

Usando como mote a canção “Peace or Violence”, em que o artista belga de ascendência ruandesa Stromae questiona se o “V” é um símbolo de paz ou violência, este artigo analisa os discursos de duas notícias para pensar os processos de inclusão escolar pela confissão identitária de pessoas que não se enquadram na heterocisnormatividade regida pela branquitude. As narrativas midiáticas apresentam processos de violência institucional direcionadas à performance de gênero e à sexualidade de estudantes. Questionamos como as identidades são assumidas pelas instituições em práticas que visam a inclusão, mas também podem reverberar em violências, entrando em um debate existente sobre os ganhos e perdas no uso das identidades como estratégia de acesso a direitos perante uma matriz de dominação em que diferentes marcadores identitários se interseccionam.

Biografia do Autor

Catarina Dallapicula, Universidade do Estado de Minas Gerais

Professora do Departamento de Psicologia da Educação e Metodologia da Pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais. 

Coordena o Observatório de Acesso e Permanência de Travestis e Transexuais em Instituições de Ensino Superior (ObservaTrIES) e orienta pesquisas ligadas ao acesso e permanência da população LGBTI+ à educação como ampliação das possibilidades de vida.

 

Gabriela Pereira da Cunha Lima, Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Ouro Preto.

Possui graduação em História (2006), especialização em Teoria e Métodos de Pesquisa em Educação (2011) e mestrado em Educação (2015), todos pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência na Educação Básica e Superior, nas modalidades presencial e a distância. Atualmente é Diretora Pedagógica do Centro Educacional ouro Preto, Cooperativa de Ensino situada em Ouro Preto, Minas Gerais, e doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação da UFOP.

Guilherme Soares, Universidade Federal de Ouro Preto

Licenciado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFOP . Colaborador no projeto de Extensão "Arquivo CEMAR/UFOP: Vivências extensionistas em documentos". Pesquisador do Grupo de Pesquisa Caleidoscópio/UFOP. 

Margareth Diniz, Universidade Federal de Ouro Preto

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, Psicanalista, Professora Associada I de Psicologia da UFOP, Coordenadora do Observatório de Pesquisa Educacional CAPES/FAPEMIG e Líder do Grupo de pesquisa Caleidoscópio/ UFOP/CNPQ. Coordenadora do Programa de Pesquisa/extensão Caleidoscópio. Participa dos grupos de pesquisa sobre formação e condição docente - PRODOC - UFMG e do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas e Educacionais sobre a Infância. (LEPSI-MG). Integra a Rede Internacional de Pesquisa em Psicanálise, Educação e Política - RIPPEP - UFRGS e é uma das coordenadoras da RUEPSY- Rede Universitária Internacional de Estudos em Psicanálise e Educação. Participa da Associação Nacional de Pós-Graduação de Pesquisa em Educação (ANPEd) no GT 8 ? Formação docente. Integra o Programa de Pós-graduação - Mestrado e Doutorado em Educação - UFOP e o Programa de Pós-graduação em Direito - Mestrado - UFOP. Pesquisa temas do campo Psicanálise-Educação, especialmente relacionados à subjetividade, à inclusão de pessoas com necessidades específicas, à diversidade de gênero e sexualidade e à diferença. Busca interrogar a formação docente e as práticas educativas inclusivas a partir da subjetividade do/a pesquisador/a, do/a formador/a e do/a docente, utilizando o método clínico, a conversação e o cinema como dispositivos de formação. Considerando a educação como campo relacional, investiga a relação educativa professor/a - aluno/a, o adoecimento e o mal-estar docente, especialmente de mulheres-professoras. Investiga a relação com o saber, com o conhecimento e com a diferença em crianças, adolescentes e docentes. Concluiu o Pós-doutorado na PUC-MG em 2017, com o tema "Educação Inclusiva: Perspectivas e desafios da política inclusiva em MG", sob supervisão de Amaury Carlos Ferreira e concluiu o pós-doutorado vinculado à Faculdade de Educação - UFMG, por meio do edital PNPD - CAPES 2018-2019, com o tema "Princípios e dispositivos teórico-metodológicos para a formação docente e subjetividade", sob supervisão de Marcelo Ricardo Pereira. Integra a pesquisa internacional "Atenção a sujeitos com problemáticas sociais: ação educativa, intervenção clínica e trabalho social - Brasil, França e Argentina, por meio da Rede Universitária Internacional de Pesquisa em Psicanálise e Educação - RUEPSY.

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Publicado

2021-10-25

Edição

Seção

Dossiê "Interseccionalizando em educação: lutas sociais e direito à diferença"