Classificação do estado de conservação de fachadas de edificações públicas

Autores

  • Ana Maria de Sousa Santana de Oliveira UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Alessandra Bordin Terribele
  • Bruna Swiderski UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Ricardo Rocha Oliveira UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná

DOI:

10.18607/ES201876890

Palavras-chave:

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS, ESTADO DE CONSERVAÇÃO, EDIFICAÇÕES PÚBLICAS

Resumo

As edificações estão sujeitas a diversos fatores, tais como intempéries, uso e desgaste, envelhecimento natural, que podem levar à redução do desempenho e vida útil devido ao surgimento de patologias. Em obras públicas, como as universidades, há o agravante em virtude de serem utilizadas por um grande número de pessoas, com diversas finalidades, aumentando as chances de ocorrências de anomalias. A fim de identificar essas anomalias e orientar a necessidade e urgência de intervenções, existem métodos de avaliação do estado de conservação de edificações. O objetivo deste trabalho foi realizar a classificação do estado de conservação das fachadas da Unioeste Campus Cascavel, a partir da amostra de três blocos: Biblioteca, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS e Laboratório de Estruturas e Materiais da Engenharia – LEME. Para isto, foi escolhida uma metodologia portuguesa, desenvolvida pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, denominada Método de Avaliação do Estado de Conservação (MAEC), adaptada para estudos de fachadas. Os resultados indicaram que 67% das fachadas encontram-se em Bom estado de conservação, 17% delas classificaram-se como Excelente, 8% como Médio, 8% como Ruim e nenhuma delas enquadrou-se como Péssimo. Em relação aos blocos, a Biblioteca resultou em estado de conservação Médio, com índice de anomalias de 3,28, e o CCBS e o LEME classificaram-se como Bom estado de conservação, com índices de anomalias de 3,79 e 4,46, respectivamente. No presente estudo foi possível verificar a abrangência e facilidade no que diz respeito à aplicação do método utilizado para classificação de fachadas, podendo, este, ser utilizado em qualquer tipo de edificação, com vista a se ter uma ferramenta para auxiliar nos processos de manutenção e conservação de fachadas.

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Biografia do Autor

Ana Maria de Sousa Santana de Oliveira, UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Ceará (1990), Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994) e Doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Atualmente é professor adjunta da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Gerenciamento das Construções e Patologia das Construções. Atua principalmente nos seguintes temas: construção civil, edificações, qualidade, estudo das manifestações patológicas nas edificações,empresas construtoras, gestão de segurança na construção, gestão de RH, treinamento na construção ciivil, transferência de treinamento e padronização.

Ricardo Rocha Oliveira, UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Dr. Em Engenharia Civil, Professor Adjunto IV dos Cursos de Engenharia Civil e Agrícola da UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Atua nas Àreas de Gerenciamento das construções. Participante do Grupo de Pesquisa: GERHCON -  Grupo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos e Organizações de Construção.

Referências

REFERÊNCIAS

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Publicado

2018-09-28

Como Citar

de Oliveira, A. M. de S. S., Terribele, A. B., Swiderski, B., & Oliveira, R. R. (2018). Classificação do estado de conservação de fachadas de edificações públicas. E&S Engineering and Science, 7(3), 42 - 57. https://doi.org/10.18607/ES201876890