Tramas e urdiduras pretas em Instituto Federal
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Resumo
O Brasil, formado pelo escravismo colonial moderno, fundamentou-se na raça para estruturar a sociedade, resultando em tentativas de desqualificação dos negros. Esta pesquisa foca no desafio da mulher negra em um Instituto Federal brasileiro, buscando compreender suas estratégias de resistência e construção de identidade étnica, visando sua plena humanidade. Através da participação no cotidiano da instituição e da troca de cartas com docentes, a mulher negra busca afirmar sua presença e enfrentar a naturalização da violência discursiva. Inspirada nas análises de Roland Barthes sobre a escritura e nos conceitos de Angela Davis sobre interseccionalidade, a escrita de vida revela-se como um meio de contestar discursos dominantes e promover novas formas de subjetividade. A inclusão de teorias de autores negros e negras nas universidades é fundamental para transformá-las em espaços antirracistas e não eurocêntricos, ampliando o conhecimento acadêmico de forma mais diversa e inclusiva.
Palavras-chave: Mulher; Racismo; Interseccionalidade; Subjetividade; Identidade.
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