A transfobia e a trans-missão na experiência de um psicanalista trans
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Transfobia, Psicanálise, FormaçãoResumo
O trabalho em tela discute a transfobia na psicanálise, convidando analistas a reverem seus privilégios cisgêneros. A proposta deste ensaio é inverter a lógica do discurso hegemônico que nomeia (e patologiza) a diferença, empenhando-nos (a partir do lugar situado de um psicanalista trans) em localizar no campo das práticas psicanalíticas redes de enunciados (cis)normativos. Nosso objetivo é repensar a formação de analistas, considerando as marcas da cisnormatividade na construção epistemológica deste campo de saber. Nos empenhamos em analisar redes enunciativas que configuram discursos e práticas transfóbicas em uma experiência situada em um coletivo de psicanalistas periféricos. Acompanhar esses movimentos enunciativos é essencial para compreender como a transfobia é estruturada e sustentada por narcisismos das pequenas diferenças. Os princípios do método nesta problematização se apoiam na autoteoria, que analisa a teoria através da própria experiência. Os resultados deste ensaio sugerem possibilidades de inflexão ética e política no campo psicanalítico, a partir de uma abertura à revisão de seus princípios normativos, convocando a inscrever um saber transmasculino na (trans)formação da psicanálise, situando numa transição epistêmica.
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