Epistemologia do armário na universidade refletida na formação de uma estudante que se admite bissexual
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-25Resumo
Este artigo trata de um estudo de caso da vivência de uma estudante que se identifica como bissexual numa universidade pública do Recife, e de como sua experiência familiar, religiosa e socioeducativa foi atravessada por esse marcador. Na análise da narrativa, em forma de testemunho, utiliza-se a categoria da “epistemologia do armário”, para discutir a como a pessoa que se identifica como bissexual compartilha com outros corpos desviantes, negados ou abjetos a demanda de se narrar e ser narrada historicamente e assim ser visibilizada e desnaturalizada. Conclui-se que os múltiplos armários são feitos de violência e geram violência para os corpos não normativos ao tempo em que são ferramentas e dispositivos de enfrentamento da violência cis-heteronormativa e patriarcal vigente. Alternativas como as pedagogias queer, capazes de dialogarem com uma sociedade múltipla e diversa, assim como alternativas como religiosidades inclusivas e teologias queers são caminhos viáveis para que se acolha os corpos dissidentes.
Palavras-chaves: bissexualidade, epistemologia do armário, formação universitária, teorias queer.
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