Transmasculinidades e produção acadêmica
Uma revisão integrativa de literatura
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.7.22-103Resumo
As transmasculinidades têm emergido cada vez mais nos debates sobre gênero e masculinidades, especialmente, no Brasil (Almeida, 2012; Ávila, 2014; Heinzelmann, 2020). Junto a isso, nota-se o aumento da participação da população transmasculinas no movimento social organizado tanto de pessoas trans quanto LGBTQIAPN+. Esse processo produziu visibilidade e, consequentemente, interesse no que se refere às produções acadêmicas no âmbito brasileiro. Nesse sentido, o presente artigo tem por objetivo analisar as produções científicas brasileiras produzidas com/sobre homens trans/pessoas transmasculinas, entre os anos de 2010 e 2020. Para tal, utilizamos como metodologia de pesquisa uma revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados: Scielo, Google Acadêmico, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD). A partir de critérios de inclusão e exclusão, chegou-se num total de 37 trabalhos acadêmicos divididos em: 14 artigos, 10 dissertações, 6 teses, 5 anais de congresso, 1 capítulo de livro e 1 trabalho de conclusão de curso. Esses trabalhos foram aqui analisados sob as seguintes perspectivas: 1) tipo de publicação, 2) temporalidade, 3) gênero de quem escreve: se pessoas cis ou trans, 4) região da publicação e 5) qual área de conhecimento mais têm se debruçado sobre o tema. O que se espera com este material é delinear um breve estado da arte sobre as produções acadêmicas realizadas com/sobre homens trans/pessoas transmasculinas e a partir dessa localização pensar caminhos para futuras pesquisas.
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