Os Meandros da Teoria Queer e a Urgência de um Campo Escolar Hospitaleiro às Precisões Trans
Revisão Narrativa do Estado da Arte
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.7.22-101Resumo
Ao destacar a escola como um campo de elaboração de conceitos e disciplinas, há apontamentos teóricos sobre humilhações e violações aos corpos transgêneros e de situações que contribuem para o fracasso e evasão dessa população. Dito isso, este artigo objetivou analisar como a teoria queer e, consequentemente, o debate sexual e de gênero e seus desdobramentos, podem contribuir com um alicerce teórico aos pilares educacionais para se pensar em sujeitos-outros, trans-dissidentes e abjetos no sistema escolar. Para o seu desenvolvimento, realizou-se uma pesquisa narrativa a partir de bases de dados (Scielo, Google Academic, catálogo de teses & dissertações da CAPES e bibliotecas de universidades), em livros e capítulos de livros sobre a teoria queer, transgeneridade e educação e análise em material literário. A discussão foi dividida em três tópicos: primeiro, abordou-se os meandros da teoria queer a partir de teóricos(as) clássicos e brasileiros. No segundo, apresentou-se os diálogos sobre a transgeneridade e o território escolar enquanto reprodutor de fundamentos cis-heteronormativos e no último discutiu-se sobre o currículo, e suas implicações, e foi proposto uma pedagogia fundamentada na teoria queer já que, pensando no território escolar, autores queer apontam para uma reprodução do heteroterrorismo, sendo a escola é um dos ambientes mais violentos para crianças que não se adequam a cis-heteronormatividade. A pedagogia queer, como também o currículo queer, advoga por um sistema educacional que não produza normalizações biopolíticas e que subverta a história que narra os corpos trans-queer apenas pelo ângulo da injustiça e da desigualdade. Assim, torna-se claro que a teoria queer, através de seu caráter questionador das normas sociais vigentes, entende que é necessário haver inflexibilizações nos sistemas sociais, considerando a diversidade de corpos que são massacrados pelas fabricações cis-heternormativas.
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