CURRÍCULOS DO SILÊNCIO:
juventude negra LGBTQIAP+ e invisibilidade no ensino de saúde sexual no Pará
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Saúde Sexual; Juventude Negra; LGBTQIAP+; Masculinidades Negras; HIV/Aids.Resumo
Este artigo analisa o silenciamento curricular das vivências sexuais e afetivas da juventude negra lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, interssexuais, assexuais e pansexuais e mais (LGBTQIAP+) no Pará e sua conexão com a vulnerabilidade ao HIV/Aids. O objetivo é investigar como currículos e políticas educacionais estaduais abordam ou omitem a saúde sexual deste grupo, com foco em masculinidades negras e identidades dissidentes. Adotando uma metodologia de análise documental, que examinou políticas curriculares nacionais, estaduais e análise epidemiológica. O estudo se fundamenta em referenciais críticos como necropolítica, performatividade de gênero e interseccionalidade. Os resultados apontam uma significativa invisibilidade destas juventudes nos documentos oficiais, o que reflete e reforça o racismo institucional e opera segundo uma lógica necropolítica ao precarizar corpos negros. Conclui-se que tal silenciamento contribui para as elevadas taxas de infecção por Vírus da Imunodeficiência Humana e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids) na região, evidenciando a urgência de construir currículos de saúde sexual antirracistas, inclusivos e que reconheçam as complexas interseccionalidades de raça, gênero e sexualidade no contexto paraense.
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