Desvios, errâncias e desordens criadoras no Vale das Ninfas
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-88Palavras-chave:
Currículo. Subjetividade. Gênero. Sexualidade. Pesquisa.Resumo
O artigo examina memórias, práticas discursivas e processos de subjetivação que se articulam no Vale das Ninfas, território LGBTQIA+ localizado na região central do Recife. Compreendido como um currículo arruaceiro – relacional, instável e performativo –, o Vale constitui-se nas ruas, festas, boates e encontros, em meio a disputas simbólicas onde saberes se corporificam em afetos e gestos de subversão. Dialogando com teorias pós-estruturalistas, propõe-se uma abordagem investigativa fundamentada na experiência sensível, atenta às fabulações coletivas, às zonas de ininteligibilidade e à emergência de conhecimentos não domesticados. A imaginação é mobilizada como estratégia ontológica e política, enquanto o fracasso é assumido como estética e ética queer. O texto defende uma concepção de pesquisa como prática situada e implicada, comprometida com a invenção de outros modos de existir e com a desestabilização dos dispositivos normativos de controle e regulação dos saberes.
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