Cartografia da pesquisa em ruínas:
epistemologias bixas-indígenas-sapatonas-travestis na Saúde Coletiva
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Cartografia, Colonialidade, Produção acadêmica, Saberes insurgentes, Saúde coletivaResumo
Este artigo nasce do desejo de criar espaços de visibilidade e dizibilidade para bixas-indígenas-sapatonas-travestis na pesquisa em Saúde Coletiva. A partir de uma perspectiva situada em vivências e epistemologias das margens, questionamos os discursos hegemônicos que sustentam a cisheteronormatividade, o racismo e a colonialidade nos processos de formação e cuidado em saúde. Nossas vivências e inquietações emergem de nossa atuação como pesquisadoras/es no estudo multicêntrico “Práticas e saberes que vêm das margens: encontros e desencontros com a atenção e a formação em saúde”, financiado pelo CNPq, que analisa junto a pessoas LGBTQIAPNb+, indígenas e viventes de rua as práticas e saberes de cuidado, no território, em movimentos de resistência, no e para além do SUS. Por meio da cartografia e da pesquisa-interferência, reconhecemos que nossos corpos e histórias produzem uma ciência encarnada no terreiro, na rua e na clínica ampliada. Interessa-nos repensar as bases epistemológicas e ontológicas no campo da Saúde Coletiva em que persistem os saberes hegemônicos. O texto produz, portanto, pistas cartográficas, nas encruzilhadas na pesquisa, a partir da confluência de saberes decolonias e contra-coloniais como modos para dar fim à pesquisa como conhecemos, que incorre na tradução como captura colonial do pensamento.
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