PSICOLOGIA E AS DEMANDAS SOCIAIS DA POPULAÇÃO LGBTQIAPN+:
Uma análise documental sobre processo formativo de profissionais da psicologia no Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Psicologia; Formação profissional; LGBTQIAPN+.Resumo
Na história da Psicologia, observa-se uma mudança de panorama quando esta ciência e profissão passa a se comprometer com a realidade brasileira e as suas demandas sociais. Assim, o tema sobre a formação acadêmica em Psicologia e o entrelaçamento das demandas sociais da população LGBTQIAPN+ torna-se relevante, considerando o compromisso ético-político da profissão em um país que lidera o índice de assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ no mundo. Diante disso, alguns questionamentos se fazem presentes: em quais espaços e momentos do curso as diversidades sexual e de gênero são estudadas e discutidas? As demandas sociais da população LGBTQIAPN+ são fomentadas nos debates durante o processo formativo? O objetivo deste artigo foi identificar as lacunas e/ou ausências do debate sobre as demandas sociais da população LGBTQIAPN+ no processo formativo de profissionais da área da Psicologia no Maranhão por meio de pesquisa documental a partir dos Projetos Políticos Pedagógicos do curso de Psicologia da UFMA e da Universidade Ceuma utilizando-se análise de discurso foucaultiana. Percebe-se que, apesar de avanços encontrados sobre questões de gênero e sexualidade, não existe nenhuma menção à sigla “LGBT” de forma explícita nos documentos. Assim, as formações em psicologia imbricadas nas relações discursivas e de poder que disciplinam os corpos, contribuem para sustentar um sistema cisheternormativo como regra para produção de conhecimento ao invisibilizar o debate acerca das minorias sexuais e de gênero. Pautar demandas da população LGBTQIAPN+ nas universidades contribui para uma prática profissional humanizada, ética e comprometida com o respeito à diversidade sexual e de gênero.
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