Interseccionalizando o direito à educação: quais corpos podem habitar o conhecimento?

Autores

  • Thomas Victor Barreto Cardoso UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
  • Maria Izabella Souza de Lima UNICAMP

Resumo

O presente artigo tem por finalidade refletir acerca do acesso à educação de corpos não normativos, sobretudo em espaços legitimados como detentores do conhecimento. Com relação a isso, usou-se o texto de Berenice Bento (2011), Michel Foucault (2014), bell hooks (2017). Utilizando a interseccionalidade como método de análise, para pensar o papel das instituições educacionais e como estas utilizam das diferenças para estabelecer uma relação de poder sobre corpos subordinados, mas precisamente utilizou-se as autoras  Patricia Hill Collins (2017), Carla Akotirene (2019), Audre Lorde (2019), e Maria Lugones (2020). O conhecimento aparece limitado a um grupo de sujeitos normativos, escondendo sua exclusão através de políticas universalistas. Além de expor a existência de outros locais que também são produtores de saber e merecem a devida atenção. De maneira a refletir sobre a importância das artes e as literaturas como formadoras de sensibilidade e senso crítico. Para isso, foi tomado como base as reflexões propostas por Conceição Evaristo (2005), Sueli Carneiro (2011), Daiana de Moura Bernardes Coelho & Viviane Melo de Mendonça (2020). Deste modo, ressaltamos a importância da interseccionalidade na pesquisa e educação como forma de entender as diferenças para lutar contra as desigualdades e exaltar as suas potencialidades.

Biografia do Autor

Thomas Victor Barreto Cardoso, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

Licenciado em Ciências Biológicas e Mestrando do Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Estudo da Condição Humana da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba. Pesquisador de gênero sexualidades.

Maria Izabella Souza de Lima, UNICAMP

Maria Izabella Souza de Lima, Licenciada em Letras, UFF; Mestranda em Teoria e História Literária pela Unicamp; Educadora, ativista pelo Coletivo Mandala e pelo Coletivo Conexão Preta - Unicamp, embaixadora no Projeto TresP. Atuou como bolsista Residência Pedagógica pela Universidade Federal Fluminense, e como professora no projeto "Mais Educação" no CIEP 153 Cachoeiras de Macacu/RJ. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Letras e Literaturas.

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Publicado

2021-10-25

Edição

Seção

Dossiê "Interseccionalizando em educação: lutas sociais e direito à diferença"